O sistema de abastecimento de água de Sarandi (7 quilômetros ao norte de Maringá) será privatizado, apesar dos vereadores terem aprovado projeto na semana passada, cancelando a licitação liberada no final de 98. A prefeitura entende que para revogar o projeto inicial, que permitia a concessão do sistema, a Câmara precisaria de dois terços dos votos. ‘‘Apenas metade mais um dos vereadores votaram a favor, o que tornou o projeto nulo’’, afirmou o prefeito Julio Bifon (PSDB). Ele diz que não pretende nem apreciar o projeto que cancela a permissão de privatizar a água do município. ‘‘O projeto permitindo a licitação teve dois terços dos votos’’, argumentou.
O valor mínimo da licitação é de R$ 5 milhões e, apesar da assessoria de Bifon não confirmar, o edital já foi publicado e pelo menos duas empresas já teriam comprado o envelope. O sistema de água de Sarandi atende 16 mil domicílios e é totalmente abastecido por poços artesianos. O prefeito ressalta que um dos itens do edital exige instalação da rede de esgoto. Em 22 anos - serão 25 de concessão - a empresa vencedora terá que atender 92% dos domicílios com a rede coletora de esgoto.
A preocupação, segundo ele, é que o excesso de fossas sépticas contamine o lençol freático, colocando em risco o abastecimento de toda população, de 70 mil habitantes. Bifon disse ainda que não existe financiamento para prefeituras realizarem obras de saneamento básico, enquanto a iniciativa privada tem condições de implantar a rede de esgoto. ‘‘Estamos procurando o melhor para a população’’, afirmou.

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