UMUARAMA - Termina amanhã o prazo para que vendedores de lanches e salgados em bancas fixas no centro de Umuarama regularizem a situação e deixem os locais. Do contrário, poderão ser retirados à força, como prometeu o prefeito Fernando Scanavaca (PPB).
Os vendedores contrariam o Código de Postura do Município porque dificultam a passagem de pedestres. Além disso, estariam manipulando mal os alimentos, muitas vezes até sem higiene, conforme constatou a vigilância sanitária. Pelo menos 50 barraqueiros foram notificados pelo órgão por apresentarem irregularidades.
Em uma das bancas, segundo a coordenadora Dione Dal Bem, foi encontrado um vendedor com problemas de pele em contato direto com os alimentos. Também há preocupação com os produtos feitos em casa, como a maionese.
A falta de inspeção pode contribuir para uma intoxicação pela salmonela, uma bactéria que aproveita o calor para se alojar em alimentos com alto teor de proteínas. A estimativa da prefeitura é de que existam pelo menos 100 vendedores em situação irregular na cidade.
Além dos barraqueiros, estão sendo notificados os donos de lanchonetes e lojas que aproveitam as calçadas para fixar bancas ou móveis, num apelo às vendas. ‘‘É inadmissível que um pedestre seja obrigado a desviar pela rua, correndo o risco de um grave acidente, porque a calçada está ocupada’’, disse o secretário de serviços públicos, Wilson Simões.
Os vendedores reagiram mal às determinações da prefeitura e ameaçaram não deixar os pontos de venda. Alguns deles tiraram o alvará na prefeitura para a venda de jornais e revistas e acabaram transformando o ponto em minilanchonete, colocando mesas e cadeiras.
Os barraqueiros dizem que o prefeito está promovendo uma ‘‘perseguição ferrenha’’ e que é ‘‘contra quem trabalha honestamente’’. Eles não concordam com a idéia de a prefeitura construir um centro de alimentação onde possam trabalhar.
‘‘O bom de trabalharmos nas esquinas é que facilitamos o atendimento às pessoas’’, afirma Maria Gonati de Freitas, 32. Ela vende um cachorro-quente a R$ 1, levando vantagem sobre a lanchonete que fica a poucos metros de distância, onde o lanche sai por R$ 2.
A Câmara de Vereadores tem sido pressionada pelos vendedores para defendê-los. Anteontem os vereadores se reuniram a portas fechadas com o prefeito e pediram que trate o assunto com cautela e busque o consenso para evitar o conflito.

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