Um grupo de vereadores de Londrina, acompanhados por membros do Forum Municipal de Segurança, esteve ontem de manhã no gabinete do prefeito em exercício Tercílio Turini para entregar um ofício com cinco medidas que o município pode tomar para diminuir a violência. Fiscalização nos mocós e nos sinaleiros e melhorias na iluminação pública são algumas das propostas.
As sugestões foram elaboradas a partir de reuniões realizadas semana passada entre os vereadores e o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar. A primeira sugestão é que a prefeitura comece imediatamente uma fiscalização nos lotes e construções abandonadas. A idéia é que os proprietários sejam identificados, notificados e autuados para diminuir o número de ''mocós''. ''Vamos agir com mais rigor, fazendo autuações em vez de só ficar notificando'' garantiu o secretário de Obras, Aloysio de Freitas. .
Outra sugestão é fazer uma fiscalização mais intensa nos sinaleiros, principalmente no da Avenida Brasília, próximo à entrada do Jardim Nossa Senhora da Paz (zona oeste), considerado um dos locais mais violentos. Segundo informações da Polícia Militar, naquele local o motorista pode ficar parado até quatro minutos, esperando o sinal verde tempo suficiente para ser assaltado. ''Na nossa avaliação, é preciso retirar o sinal de três tempos dali'', ponderou o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Rubens Guimarães. Freitas explicou que já existe um projeto para a construção de uma trincheira no local, mas não há recursos.
A limpeza das praças e logradouros, melhorias no serviço de iluminação pública e a revitalização dos fundos de vale da cidade também foi sugerida. O secretário do Meio Ambiente, João Mendonça, disse que nesta semaça começa a retirada de 1.300 árvores condenadas. ''Vamos nos informar com a PM quais os lugares onde há árvores atrapalhando o policiamento e favorecendo tráfico de drogas.'' A PM tem um levantamento com 38 áreas consideradas as mais violentas.
A quarta sugestão é que a prefeitura promova um inventário de todos os bens, terrenos e prédios públicos para saber o que pode ser usado em programas sociais e educativos. A quinta medida seria a implantação de semáforos com luzes intermitentes em horários de risco nos locais onde têm ocorrido maior número de assaltos.
O presidente da Companhia Municipal de Urbanização e Trânsito (CMTU), Wilson Sella, explicou que a idéia dos semáforos com luzes intermitentes é boa, mas esbarra na falta de recursos. ''Hoje 50% dos sinaleiros do centro da cidade são antigos e precisariam ser trocados. Já existe um projeto pronto, mas o custo, de aproximadamente 2,5 milhões, não permite que isso seja feito.''
''São medidas simples e que podem ser realizadas praticamente sem custo num prazo muito curto'', afirmou o presidente em exercício da Câmara, Carlos Bordin (PPB). Turini gostou das idéias e acredita que vai ser possível colocar algumas em prática.

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