Prefeito quer privatizar
vias de acesso ao porto
Guilherme Vieira
A Prefeitura de Paranaguá está tentando transferir a responsabilidade de conservação das vias de acesso ao porto da cidade para a empresa Ecovia, concessonária do Anel de Integração da BR-277 no trecho entre Curitiba e aquela cidade. A reportagem da Folha percorreu a zona portuária de Paranaguá e as suas vias de acesso na última quinta-feira, e constatou que a situação da pavimentação é crítica. Os buracos proliferam e o trânsito está caótico pela falta de sinalização e conservação.
O prefeito Mário Roque enviou correspondência ao secretário estadual de Transportes, Heinz Herwig, em que explicou que a cidade não tem recursos para arcar com essas despesas em razão do desmembramento de 60% do seu território para a criação do município de Pontal do Paraná, o que diminuiu o repasse de verbas que recebia. No documento, Roque afirma que a arrecadação da cidade está comprometida com investimentos na área de educação e saúde. E que não pode arcar com os estragos causados pelos caminhões de ‘‘tara elevada.’’
A diretoria da Concessionária Ecovia ainda não respondeu oficialmente às manifestações do prefeito, mas o assessor jurídico do consórcio, André Cornelsen Broffmann, informou que o consórcio não pode operar fora dos 147 quilômetros determinados pelo contrato firmado com o governo do Paraná. ‘‘Não somos uma empreiteira mas apenas uma concessionária e temos que atuar’’, disse. Broffmann disse ainda que se o prefeito quiser transferir o trecho das vias portuárias para a iniciativa privada deve determinar uma concorrência municipal e, se houver interesse de alguma empresa, um novo contrato para esse trecho poderá ser firmado.

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