Prefeito quer parcelar reajuste salarial
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sexta-feira, 27 de março de 1998
Patrícia Zanin 
A Prefeitura de Londrina propôs ontem à diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) parcelar em dez vezes, a partir de junho, o reajuste de 4,38% referente à inflação do ano passado. Não houve avanço em relação ao aumento do tíquete da cesta básica, outra reivindicação do Sindserv para a categoria, que está em data-base. A primeira rodada de negociações foi ontem de manhã, na sala do secretário de Governo, Gino Azzolini Neto. Também participaram da reunião a secretária de Recursos Humanos, Zuleika Amaral Alves de Lima e o secretário da Fazenda, Luiz César Guedes.
A diretoria do Sindiserv considera ridícula a contraproposta da Prefeitura. É indecente, mas, de qualquer forma, levaremos a informação à categoria numa assembléia marcada para segunda-feira. Entendemos que ela será rechaçada pelos servidores, acredita Marlene Valadão Godoi, diretora do Sindserv. A assembléia será às 18 horas, na Supercreche, centro de Londrina.
O Sindicato também criticou algumas observações feitas pelos secretários de Governo e de Recursos Humanos. Marlene Godoi disse que Gino Azzolini Neto afirmou, na reunião, que o magistério não precisaria do reajuste por ter uma carreira própria. E a secretária Zuleika completou que o pessoal da Educação não precisava se qualificar já que os professores dão aula apenas de 1ª a 4ª séries. Isso é uma afronta ao servidor. As declarações dos secretários vão contra o que eles chamam de política de qualidade que pretendem implantar na Prefeitura, avalia a sindicalista.
A Folha tentou vários contatos com os secretários, mas não obteve retorno nas ligações. Eles estariam reunidos com o prefeito Antonio Belinati (PDT). Anteontem, o Sindserv divulgou uma pesquisa mostrando que a maioria dos servidores (75,68%) está satisfeita com a relação entre a administração e o funcionalismo.


