Prefeito quer mudar posto de pedágio
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quarta-feira, 31 de dezembro de 1997
Alexandre Sanches e Luciane Tonon Londrina 
Arquivo FolhaTurismo prejudicadoO acesso ao recanto turístico Ponte Caída ficaria mais barato por Primeiro de Maio do que Sertanópolis, onde haverá um posto de pedágioA construção de um posto de cobrança de pedágio na PR-323, em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina), está preocupando os produtores rurais da região e a prefeitura. O pedágio será construído a cerca de um quilômetro da entrada do recanto turístico Ponte Caída. A prefeitura alega que isso vai atrapalhar os projetos turísticos para aquela área. Os pequenos produtores rurais que possuem propriedade além do posto de pedágio, justificam que o prejuízo será no escoamento da safra agrícola.
Os postos de pedágio fazem parte da privatização das estradas, instituída pelo Governo Estadual para melhor controle e conservação das rodovias que compõem o Anel Viário. Ao todo, serão 26 postos de pedágio distribuídos em 2.035 quilômetros de estradas.
O prefeito de Sertanópolis, Reinaldo Ramos Reis (PDT) já se reuniu com a empresa vencedora da licitação para explorar o trecho, a Empresa Concessionária de Rodovias do Norte S/A - Econorte -, procurando contornar o futuro problema. Sugerimos a possibilidade de trocar o posto de pedágio num ponto mais próximo da ponte sobre o Rio Tibagi, comentou.
De acordo com Reis, Sertanópolis perderia na exploração turística para Primeiro de Maio, onde já existe o Terminal Turístico. O trevo de entrada para Primeiro de Maio fica antes do posto de pedágio. Os turistas, em vez de pagar R$ 6,00 (R$ 3,00 a cada travessia), vão preferir desviar para Primeiro de Maio, mesmo que a distância seja maior, para não pagar este valor, acredita.
O prefeito disse ainda que próximo do pedágio estão várias pequenas propriedades rurais e os proprietários teriam que, necessariamente, pagar para trabalhar todos os dias. Já ouvi comentários que o lucro deles iria basicamente no pedágio.
Reis, no entanto, afirma que não está se opondo à construção do pedágio no município, porque ele criará empregos para Sertanópolis, além de gerar impostos. Ele está tentando agendar uma reunião na Secretaria de Estado dos Transportes para estudar a possibilidade de mudança no projeto.
O presidente da Econorte, Gustavo Mussnich, está viajando. O presidente do consórcio Viapar, Nilton Marchetti, responsável pelo lote 2, explicou que os locais dos pedágios já foram definidos e as obras iniciadas. Seguimos normas padrões.
Quanto às possíveis reclamações de usuários que irão passar diariamente pelos postos, Marchetti afirmou que não haverá isenções. Segundo ele, os usuários vão ter que levar em consideração os benefícios que vão encontrar como guincho, paramédicos, polícia, sinalização adequada, entre outros.


