O diretor geral do Instituto Caetano Munhoz da Rocha de Paranaguá, Josué Santos do Camargo, pretende pedir a interdição da escola por causa das condições precárias do imóvel. Tombado pelo governo estadual, o instituto, que abriga 2.200 alunos, está com infiltrações, goteiras e problemas na fiação elétrica, além cupim no forro e no chão. Ontem, ele solicitou vistorias do Corpo de Bombeiro, Copel e do Crea, para saber quanto tempo a escola resiste em pé.
Segundo Camargo, há alguns anos o instituto, com mais de 70 anos, não passa por reformas. Mas a deterioração maior se deu do fim do ano passado, por causa das infiltrações. O diretor conta que já encaminhou um pedido de reforma à Secretaria de Estado da Educação, porém não foi atendido. ‘‘Foi entregue, durante a campanha eleitoral, uma cópia ao governador Jaime Lerner, mesmo assim não surtiu resultado’’, reclama.
Porém, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que a realização depende da prefeitura. Para o restauro, que é feito pela Fundepar, é preciso que o município doe o imóvel. Esta doação é necessária porque os recursos repassados vêm do Proem, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A estimativa é que o restauro custe R$ 650 mil.
Ontem, o prefeito de Paranaguá, Mário Roque (PSDB), foi procurado, mas não foi encontrado. Na secretaria de Urbanismo da cidade litorânea, ainda não havia sido encaminhado nenhum pedido de doação de imóvel. (I.R.)

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