Marcos NegriniEstragoBuraco na pista fez DNER interditar trecho da BR-376

MANDAGUAÇU - O prefeito de Mandaguaçu (16 quilômetros a noroeste de Maringá), Rômulo Cecon Barreiros (PT), diz que vai cobrar pedágio dos motoristas que estão utilizando o centro da cidade para desviar do bloqueio da BR-376 por causa do deslizamento de terra sob a ponte do córrego Zororó. A medida é polêmica, mas conforme Barreiros, está é a única forma da prefeitura reparar os danos provocados no asfalto da Avenida Munhoz da Rocha, desde que o Departamento Nacional de Estrada e Rodagem (DNER) interditou a rodovia.
De acordo com o chefe de gabinete da prefeitura, Luiz Carlos Vieira, desde que a rodovia foi interditada, cerca de mil caminhões trafegam pela avenida diariamente. ‘‘Os caminhões pesados estão acabando com o asfalto do centro da cidade’’, reclama Vieira. Ele afirma que os constantes congestionamentos também modificaram a rotina de Mandaguaçu. ‘‘Já tivemos atropelamentos e nem um guarda de trânsito na avenida está resolvendo o problema do intenso tráfego’’, diz.

Prefeitura quer
reparar os danos
provocados em
asfalto de avenida


A BR-376 está interditada desde a última quinta-feira. Por causa do deslizamento de terra sob a ponte, o asfalto cedeu, abrindo um buraco que atinge a metade da pista. A cobrança do pedágio, conforme Vieira, será uma forma de protesto contra o DNER. ‘‘Eles prometeram que esta semana resolveriam o problema, mas até agora não foi feito nada e não há ninguém no local para começar as obras’’, explica Vieira.
RecursosA forma de cobrança do pedágio e o valor ainda não foram defindos. Segundo Vieira, os recursos adquiridos através do pedágio vai permitir que a prefeitura tenha condições de recuperar o asfalto no centro da cidade que foi bastante danificado desde que os caminhões começaram a desviar o trajeto da rodovia.
A principal dificuldade para implantar o pedágio é que a legislação prevê a cobrança da tarifa até mesmo aos moradores do próprio município. ‘‘A assessoria jurídica da prefeitura está analisando a melhor forma de cobrar o pedágio sem afetar os moradores que nada têm a ver com o problema’’, diz Vieira. O chefe do DNER em Londrina, Robson Kenji Saito, não foi localizado ontem pela Folha para falar sobre o assunto.

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