A Prefeitura poderá ganhar um novo prazo de 24 meses para efetuar a transferência da usina de asfalto da Autarquia de Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon), instalada no jardim Itapoá (zona sul). Projeto neste sentido foi aprovado ontem, em primeira discussão, pela Câmara de Vereadores. O prazo inicial para a transferência da usina (que é mantida pela Prefeitura) para uma área desabitada é de seis meses e vence no dia 25 deste mês. Isto foi estipulado mediante projeto aprovado e sancionado em outubro do ano passado.
O projeto que solicita novo prazo é de autoria do Executivo. Em sua justificativa, enviada à Câmara de Vereadores, o prefeito Antonio Belinati observa que as exigências legais e aspectos físicos e estruturais devem ser levados em consideração para o estabelecimento de um prazo viável. O prefeito alega que, entre outros procedimentos, é necessário elaborar estudo de impacto ambiental para apontar, pelo menos, dois locais de instalação da nova usina.
Ainda em sua justificativa, Antonio Belinati alerta que é preciso cumprir um cronograma mínimo que inclui, entre outros itens, elaboração de projeto completo para instalação da usina (três meses) e procedimento licitatório para aquisição de terreno, equipamentos e obra de construção civil (dois meses). ‘‘Assim, o prazo mínimo para se promover a referida transferência é de 18 meses, não levando-se em conta a ocorrência de algum contratempo.’’
A Comissão do Meio Ambiente da Câmara pretende apresentar substituto reduzindo o prazo para 12 meses. Isso porque a comissão acredita que, em razão da urgência na transferência da usina, o prazo de 24 meses proposto pelo prefeito é muito longo.
Ontem, os vereadores optaram por aprovar o projeto em primeira discussão, mas eles decidiram convocar técnicos do Pavilon e representantes dos moradores da zona sul para irem à Câmara na próxima sessão, na terça-feira, para discutir melhor o assunto.
A transferência da usina do Pavilon é uma reivindicação antiga dos moradores da zona sul, que reclamam do pó e do cheiro forte. Instalada em uma área residencial, a usina produz grande quantidade de pó e fumaça que invade as casas. Muitos moradores se queixam de irritação nos olhos e dor de cabeça.

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