Prefeito oferece ajuda financeira a camelôs
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Depois do apoio moral, o prefeito de Londrina resolveu oferecer também apoio financeiro aos camelôs que foram alvo da Operação Capitão Gancho 2, deflagrada anteontem pela Polícia e Receita federais. Ele disponibilizou a Casa do Empreendedor para financiar capital de giro aos 316 lojistas do Camelódromo Central, permitindo que possam recompor os estoques ''esvaziados'' durante a operação.
''É o que a prefeitura pode fazer. Não temos como colocar dinheiro do orçamento para isso, mas disponibilizamos financiamento para que os lojistas retomem suas atividades'', disse Micheleti à FOLHA. A Casa do Empreendedor é uma instituição financeira que opera com cessão de microcréditos para trabalhadores formais e informais. Ela recebe recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Prefeitura de Londrina, por meio de seu próprio fundo de desenvolvimento.
O prefeito não demonstrou preocupação com a possibilidade de dinheiro público ser aplicado na recompra de produtos pirateados. Ele disse que ''não é verdade'' que grande parte dos lucros do Camelódromo advém de CDs, DVDs, perfumes, tênis, brinquedos e outras mercadorias falsificadas - o que já foi confirmado pelos próprios camelôs mais de uma vez.
''É só passar por lá e ver. A grandissíssima maioria das lojas está vendendo todo tipo de produto - roupas, bijuterias, artesanato, alimentação - inclusive com legalidade. É um centro comercial como outro qualquer'', defendeu o prefeito, que disse ter passado pela última vez no Shopping Popular ''há um ano, um ano e meio'' e constatado com seus próprios olhos.
Questionado se os comerciantes formais que tiveram prejuízos com depredações registradas durante o protesto de quinta-feira - e por terem sido obrigados pelos camelôs a fecharem as portas - poderiam também ter acesso ao financiamento da Casa do Empreendedor, o prefeito consentiu: ''Lógico, podem procurar a Casa. Lá não discriminam ninguém''.
Micheleti voltou a frisar que o presidente da Acil, Rubens Augusto, recusou a proposta de assinar um ofício junto com ele solicitando que seja feita uma fiscalização em todo o comércio. Sozinho, disse, não vai assinar. ''Não precisa. A Receita Federal já está fazendo esse papel. Sugeri isso só para mostrar a ele como está agindo de forma discriminatória ao atacar o Camelódromo.''
Através da assessoria de imprensa, a Acil disse que não vê sentido algum nessa proposta do prefeito, que é ''uma forma de desviar da questão dos camelódromos, onde prevalecem atividades baseadas na ilegalidade''.


