Prefeito nega relação com sequestro
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terça-feira, 25 de novembro de 2003
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Passada mais de uma semana do sequestro da menina Luana Oliveira Lopes, de 8 anos, o prefeito de Prado Ferreira (53 km ao norte de Londrina), Aristides de Caires (PSDB), negou ontem que o crime esteja associado a alguma rixa contra ele. Caires é dono do sítio onde mora a família e trabalha o pai de Luana, na vizinha Florestópolis, e teve o nome envolvido no caso após o depoimento do irmão da vítima, Diego Oliveira Lopes, 10, em um exame de hipnose a que foi submetido na última sexta-feira, em Curitiba.
Na ocasião, Diego confirmara o que já havia dito aos policiais civis de Porecatu, que investigam o caso: a primeira pergunta que o motorista do caminhão-baú lhes fez foi quem seria o patrão de seus pais. Apesar de uma suposta relação com o prefeito ser evitada pelos policiais que instauraram o inquérito, o delegado-operacional da 10 Subdivisão da Polícia Civil de Londrina, Sérgio Luiz Barroso, comentou após a hipnose que ''todas as hipóteses precisam ser levantadas, até a de vingança (contra Caires)''.
Para o prefeito, entretanto, a idéia não tem fundamento. ''Imagina se, com 68 anos, eu teria inimigos? De jeito nenhum! Nunca discuti com ninguém e tenho vários filhos e netos. Se tivessem de fazer mal a alguém, não seria a um empregado'', afirmou. Sobre o pai de Luana, o trabalhador rural Sérgio de Oliveira Lopes, de 29 anos, Caires disse sempre tê-lo recriminado por ir ''a bailes e deixar os filhos sozinhos''. Mesmo assim, frisou sem especificar se antes ou depois do sequestro ter aumentado o salário do funcionário de R$ 250 para R$ 300. ''Ele é bóia-fria, mas é boa gente'', resumiu. Questionado sobre alguma medida que ajude os policias nas buscas, porém, foi taxativo: ''Não precisa dar ajuda alguma, isso é responsabilidade da polícia, do Estado'', comentou. Por outro lado, sugere que ''esse sequestrador deveria estar sob efeito de drogas'', sentenciou. Ele chegou a sugerir ''medidas extremas'' para quando o sequestrador for localizado.
Até ontem à noite, não havia pistas sobre o paradeiro de Luana ou do caminhão-baú de pequeno porte que a levou. Policiais de Porecatu informaram que um investigador está analisando as imagens gravadas enviadas por postos de pedágio da região.


