Prefeito não comparece a reunião e futuro dos moradores do Flores do Campo segue indefinido
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 

Os movimentos que compõem o Grupo de Trabalho para solucionar a situação dos moradores do Residencial Flores do Campo se reuniram na tarde desta segunda-feira (24), com Marcos Urbaneja, no gabinete do prefeito Marcelo Belinati para tentar solucionar o problema da falta de moradia legalizada.
A representante dos moradores, Eliane Marques, disse antes de entrar na reunião que os moradores têm tentado buscar uma forma de legalizar a situação deles, mas eles nunca recebem uma resposta palpável das autoridades. "É uma situação de descaso grande com a gente. Nós deixam lá, sem resposta. Eles acabam criminalizando o nosso direito de ter moradia", declarou.
A estudante de Engenharia Ambiental da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Nadine de Oliveira, ressaltou a falta de infraestrutura que os moradores têm enfrentado no seu cotidiano. "Eles têm enfrentado problemas de falta de água e esgoto", enalteceu.
A reportagem foi impedida de acompanhar a reunião e foi informada que teria acesso ao que foi discutido quando ela acabasse.
Estão presentes o promotor de justiça Paulo Tavares, o professor de arquitetura da UEL (Universidade Estadual de Londrina) Gilson Bergoc, o arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Londrina, Dom Geremias Steinmetz, entre outros representantes do grupo de trabalho.
Belinati disse por meio de Urbaneja que teve uma reunião de emergência em Curitiba e, por isso, não compareceu. Os moradores e o grupo de trabalho foram recebidos pelo chefe de gabinete.
Dom Geremias falou que a igreja católica pode disponibilizar kits para ajudar a construir as moradias provisórias, mas não seriam suficientes para edificar a casa toda. Seria suficiente para a fundação e duas paredes.
Marcos Urbaneja afirmou que o terreno do Contorno Norte foi vetado pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) para a edificação das moradias, porque eles pretendem utilizá-lo futuramente.
Um terreno no João Turquino foi cogitado para abrigar 75 famílias, mas precisaria ser aprovado pela Câmara. Os moradores disseram que só sairiam do Flores do Campo se tivessem uma destinação para todas as famílias.
O promotor Paulo Tavares declarou que saiu decepcionado da reunião, pois acreditava que o andamento estava mais avançado.
O professor de arquitetura da UEL, Gilson Bergoc chegou a apresentar uma maquete de uma edificação de 27 metros quadrados que poderia ser utilizada para a abrigar cada família. Teria cozinha banheiro e espaço para dois quartos.
Leia mais na edição da Folha de Londrina desta terça-feira (25).


