Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
O prefeito de Campo Magro, pequeno município da Região Metropolitana de Curitiba, Louvanir Menegusso (PFL), afirmou ontem que ‘‘são de caráter pessoal’’ as denúncias de irregularidades administrativas que ele vem sofrendo nas últimas semanas. Na quinta-feira passada, a Folha publicou reportagem com o ex-funcionário da prefeitura da cidade, Aécio Mendes Machado. As denúncias também estão sendo apuradas pelo Ministério Público de Almirante Tamandaré e no Tribunal de Contas do Estado.
Segundo Menegusso, a atitude de Machado é provocada pela ‘‘insatisfação da perda do emprego, e, principalmente, pelo cargo que permitia negociar propinas para aprovar o parcelamento de lotes em áreas de preservação ambiental em Campo Magro.’’ Machado se defende e afirma que não foi demitido, mas que pediu demissão. O prefeito apresentou cópia do Decreto nº 143/98, onde foi registrada a exoneração de Machado.
Entre as principais acusações do ex-funcionário, está a compra de uma área de extração de saibro, que várias empresas prestadoras de serviço eram obrigadas a deixar blocos de notas fiscais para serem preenchidos por funcionários públicos e que o prefeito não tem residência fixa em Campo Magro. ‘‘São denúncias completamente infundadas e vamos ter a oportunidade de esclarecer que não há nenhuma irregularidade em nossa gestão perante à Justiça e ao Tribunal de Contas’’, defende-se Menegusso.
O prefeito disse que mora em Curitiba ‘‘por opção’’. ‘‘Nunca falei que moro em Campo Magro. Todos sabem, antes até da campanha para a prefeitura, que nasci aqui e que tenho propriedades no município.’’ Menegusso assegurou que vai processar Machado e a mulher dele civil e criminalmente.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Contas, o processo impetrado por Machado ainda está em trânsito e não há previsão de prazo para o encerramento das investigações.

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