ITAMBÉ - A prefeitura de Itambé (37 quilômetros ao sul de Maringá) está em crise. A antiga gestão deve aos 230 funcionários os salários desde outubro. Os vereadores não recebem há 13 meses. A prefeitura deve um ano de recolhimento ao Fundo de Previdência, recursos que o ex-prefeito utilizou para pagar os servidores municipais. Os comerciantes da cidade não suportam mais vender fiado nem à prefeitura e nem aos funcionários endividados.
O ex-prefeito Paulo Honda (PMDB) põe a culpa no Plano Real e responsabiliza seu antecessor, o atual prefeito Mario Forastieri (PMDB), de ter deixado um caos no orçamento. O atual prefeito prefere ignorar as acusações e lança uma campanha para tentar arrecadar mais para pagar os salários atrasados.
A arrecadação mensal média de Itambé, que tem 6 mil habitantes, fica em torno de R$ 110 mil. Mais de 60% deste valor seria destinado à folha de pagamento. E o restante, segundo o ex-prefeito Paulo Honda, ia para o pagamento dos financiamentos (Pedu, Pram, Banco Interunião) e com os gastos fixos com luz, telefone e fornecedores.

Ex-prefeito culpa
plano Real e diz
que Forastieri
causou ‘caos’


‘‘Levei dois anos pagando contas atrasadas. Quando comecei as benfeitorias veio o Plano Real e a arrecadação teve uma queda de 41%. Nossas despesas eram sempre maiores do que a receita’’, assume Honda, que chegou a pensar em deixar o cargo por causa das dívidas.
RecursosHonda admite que entre tantas contas para pagar preferiu deixar algumas de lado como o salário dos vereadores e dos aposentados - fundo que só poderia ser utilizado pela prefeitura com a autorização da Câmara de Vereadores. ‘‘Tive de optar. Preferi pagar os funcionários e alguns fornecedores do que depositar o fundo dos aposentados’’, revela o ex-prefeito.

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