Curitiba - O prefeito de Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba, Vilson Goinski (PMDB), quer que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) desative os cinco poços, que retiram água do Aquífero Karst, na sede do município. Essa, segundo ele, seria uma das condições para a prefeitura renovar o contrato de concessão com a estatal, vencido em janeiro último.
Goinski não é contrário à exploração do Karst, mas defende que isso se dê de forma bastante criteriosa, embasado em estudos de impacto ambiental. ''Não gosto de sensacionalismo nessa discussão da exploração do Karst'', afirmou o prefeito. Ele se refere aos acidentes geológicos ocorridos no município, como o surgimento de buracos, além de rachaduras nas casas, que sempre são atribuídos à retirada das águas subterrâneas. Recentemente, um enorme buraco surgiu em frente a uma escola, fazendo ceder parte do muro.
A exploração do Karst que ocupa cerca de 78% do território de Almirante Tamandaré foi um dos temas do workshop realizado na semana passada no município. O resultado dessas discussões, que tiveram a participação de técnicos de vários órgãos governamentais e da comunidade, subsidiarão a elaboração do plano diretor da cidade. ''Quero que a sociedade me ajude a decidir isso'', disse Goinski sobre a renovação da concessão com a Sanepar, que terá prazo de 30 anos.
A expectativa do prefeito é de que o novo contrato seja firmado em um prazo de 90 dias. Já a conclusão do plano diretor que deve estabelecer, também, critérios de ocupação urbana para evitar a contaminação do Aquífero Karst está prevista para setembro.
A Sanepar informou, por meio da assessoria de imprensa, que está avaliando a possibilidade de desativação dos poços da sede, mantendo, apenas, os da localidade de Tranqueira. Também está sendo estudada a construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) no Rio Barigui. O investimento previsto é de R$ 5,5 milhões.
Sobre o estudo de impacto ambiental (Eia-Rima), a Sanepar informou que já apresentou o relatório ao Instituto Ambiental do Paraná (Iap) e, a pedido do órgão, está realizando estudos complementares.

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