O prefeito José Luiz Vosni (PSL) disse que a prefeitura adquiriu 1,2 mil metros de canos para encanar água para o restante das famílias que ficaram de fora da implantação inicial do projeto. ‘‘Esse canos estão lá na casa do Elizeu, meu colaborador na região. Agora só falta a boa vontade dos moradores de arcarem com a mão-de-obra porque a prefeitura não tem condições para isso’’, afirmou.
A Folha esteve na propriedade do agricultor Elizeu Guergolette, 50 anos, responsável pela manutenção do poço artesiano, e ele negou que o material estivesse em sua propriedade. ‘‘Aqui não está e eu não sei onde foram parar esses canos. Na época, que esse poço foi perfurado disseram que havia projeto para outro poço, mas até hoje ninguém deu explicações sobre o motivo que deixou esse pessoal fora do projeto’’, disse.
O prefeito disse ainda que foi a Sanepar quem determinou quais as propriedades que receberiam a água do poço artesiano. ‘‘No convênio, a responsabilidade era da Sanepar fazer o levantamento sobre as propriedades e qual o local mais adequado para a perfuração do poço’’, disse Vosni.
O prefeito não soube informar o valor do investimento com o poço. Ele também disse que a prefeitura não tem nenhuma alternativa, como o envio de caminhões-pipa, para amenizar o problema dos moradores de Guergolette. (E.M.)

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