O prefeito de Irati, Rodrigo de Almeida Hilgenberg (PFL), desafiou o engenheiro florestal Trajano Gracia a provar que as residências não foram entregues, como previa o projeto. Hilgenberg disse que ‘‘mais de 400 casas’’ foram construídas durante o Floresta Solidária. ‘‘Mandei tirar uma foto de cada família antes da construção e depois que ela foi terminada para provar que tudo foi feito com a maior transparência’’, diz.
De acordo com o prefeito, o balanço dos investimentos feitos no projeto ‘‘foi aprovado com louvor’’ pelo Tribunal de Contas do Estado. ‘‘A prestação de contas foi feita e aprovada’’. Além de erguer residências, Hilgenberg informou que o material também foi empregado na reforma de casas, estendendo o benefício para outras centenas de famílias. O prefeito de Irati chamou Trajano Gracia de ‘‘demente’’. ‘‘Ele vive denunciando todo mundo e arranjando confusão. Não acredite na versão dele, pois vai estar cometendo uma injustiça contra a administração pública.’’
Hilgenberg disse que está à disposição ‘‘a quem quiser’’ para percorrer o município e exibir todas as casas que foram construídas durante o projeto Floresta Solidária. ‘‘Não sei o que esse homem tem na cabeça’’, reclamou o prefeito. ‘‘Estou aberto a quem quiser verificar’’. O empresário Gerson Rebesco afirma que ‘‘coloca a mão no fogo’’ para defender a lisura de Hilgenberg no processo de extração e uso da madeira.
Trajano Gracia e Gerson Rebesco chegaram a ter uma briga em 1998. Garcia acusa Rebesco de agressão. O empresário disse que durante uma das extrações na reserva florestal, Gracia tentou impedir ilegalmente o trabalho da madeireira. ‘‘Eu não bati nele. Apenas peguei ele pelo pescoço e o empurrei. Ele impedia a gente de tirar madeira por questões políticas. É uma pessoa de mal com a vida. Se ele fosse um cara bom, era chefe do Ibama em Irati’’, afirma Rebesco. (D.V.)