Imagem ilustrativa da imagem Prefeito eleito de Paranavaí aposta em redução de gastos



Carlos Henrique Rossato Gomes (PSDB), o Delegado Caíque, é o prefeito eleito mais jovem da história de Paranavaí (Noroeste) e venceu com o discurso de que iria erradicar a "velha política". Aos 32 anos, ele obteve 58,05% dos votos (26.576). Sua coligação reuniu 11 partidos e, mesmo assim, ele descarta a possibilidade de que a nomeação do secretariado obedeça qualquer critério de indicação política. "Queremos uma gestão com secretários técnicos, especialistas de cada área", garante. Segundo ele, inicialmente a prioridade será uma melhor gestão dos recursos financeiros do município.
"Estamos analisando o organograma do município para cortar algumas secretarias e destinar verbas específicas para resolver esse problema. Por exemplo, hoje o município gasta muito com comunicação. A gente quer economizar 60% a 70% para poder investir em saúde", analisa.
Delegado Caíque quer informatizar todas as ações do município. "Assim temos como cobrar efetividade e produtividade. Com a informatização é possível economizar com material de expediente. Queremos centralizar as compras em um único departamento, com almoxarifado central. Maringá e Toledo já fizeram isso e conseguiram um melhor controle dos gastos, evitando o desperdício e possibilitando uma fiscalização melhor", afirma.
O recém-eleito prefeito quer aproximar sua administração das instituições de ensino superior para auxiliar no planejamento da cidade. "Com esse corpo de ensino será possível levar técnicas novas que possibilitam uma economia no município", projeta.
Entre as prioridades no município está a área da saúde. O novo prefeito estuda contratar mais pessoas para melhorar o atendimento. "O Pronto Atendimento possui uma demanda muito grande em função da falta de atendimento em algumas unidades básicas. Cerca de 90% dos atendimentos são básicos e deveriam ser prestados nas UBS, mas como a população não consegue, vai ao PA. Com as contratações a gente vai reverter isso", projeta.
Segundo ele, Paranavaí tem algumas unidades de saúde especializadas, mas ainda não são suficientes. "Com a economia que faremos, a intenção é contratar mais pessoas. Faltam pediatras, mas já tem um concurso feito pelo qual será possível contratar. Há dois meses o município também vem sofrendo com a falta de farmacêuticos, que trabalham meio período. Na transição vamos levantar se de fato esses problemas são pontuais ou não", afirma.
Ele aponta que entre exames e consultas especializadas existe uma fila de quase 12 mil pessoas. "Muitas vezes o paciente que está na fila de atendimento não espera e faz a consulta com um particular, porque a demora pode chegar a três meses. Temos que fazer um mutirão para ver qual a demanda real, pois muitos inclusive já morreram. A gente acredita que dos 12 mil, 50% a 60% não possuem mais necessidade de fazer."
Sobre a questão habitacional, o novo prefeito afirma que ainda existe demanda para novas unidades, mas ressalva que a crise geral no País diminuiu o dinheiro para realizar essas obras. "Os créditos habitacionais estão cada vez mais escassos. Estamos estudando a construção de unidades habitacionais para funcionários públicos, mas a nossa prioridade é criar primeiro uma estrutura para depois fornecer as casas, caso contrário pode haver sobrecarga dos equipamentos públicos."
Caíque afirma que a educação no município é bem avaliada. "Paranavaí já atingiu a meta do Ideb de 2020. O que precisamos fazer é incluir a educação de tempo integral no maior número de escolas possíveis. Integral de verdade só tem uma, o Caic Ayrton Senna. Temos mais escolas que têm contraturno." Ele afirma ainda que é preciso incentivar a valorização profissional.
Outra questão que acompanhará o mandato do novo prefeito é a falta de esgoto. Segundo o prefeito eleito, com o fim do contrato com a Sanepar em 2018, a prefeitura irá discutir na renovação que a Sanepar implante o esgoto nos novos conjuntos que foram construídos. "O conjunto Flávio Ettore Giovine, no Jardim Ipê, por exemplo, é voltado a famílias de renda mais baixa e que foi inaugurado há quatro anos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Lá não tem esgotamento sanitário. É tudo fossa séptica", destaca.

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