Na tarde de sábado - véspera do incidente na fazenda Borborema, que terminou com a morte do segurança José de Oliveira -, o prefeito de Tamarana, Edison Siena (PDT), tentou entrar na área ocupada pelos sem-terra para mediar uma negociação, mas foi impedido pelo grupo de seguranças contratado por um dos arrendatários, Pedro Ribeiro.
‘‘O clima estava muito tenso, porque os sem-terra não queriam sair da área e estavam sendo ameaçados de remoção à força pelos jagunços. Fui até lá para tentar uma conversa entre as partes, mas os jagunços não me deixaram entrar na fazenda e chegar até onde estavam os sem-terra’’, conta Siena. ‘‘Então, voltei para a cidade e comuniquei a polícia sobre a situação, solicitando reforço e intervenção no local. Mas os policiais só chegaram depois do incidente e da morte.’’
Siena diz ter mantido contatos telefônicos com o secretário Segurança Pública, Cândido de Oliveira, e com a superintendente do Incra, Maria de Oliveira, em busca de saídas para os conflitos de terra e falta de policiamento existentes naquele município. ‘‘Estão para ser aprovadas umas desapropriações que diminuirão nosso problema. A questão mais séria e difícil é mesmo esta da fazenda Borborema, porque a Justiça decidiu pela reintegração.’’

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