O prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari, questionou ontem a validade do uso de detector de mentiras para o esclarecimento de investigações policiais. ‘‘Isto só pode ser uma piada. Parece uma brincadeira. Não existe nada na lei sobre o uso de detectores de mentiras’’, ironizou ele, ao afirmar que sabe que a utilização do equipamento é ilegal, mas que irá se colocar à disposição da Justiça.
Mesmo admitindo a possibilidade de depor no inquérito como testemunha, o prefeito lembrou que tem foro privilegiado e que só comparecerá para depor em dia, hora e local escolhido por ele mesmo. ‘‘Vou deixar para depois das eleições. O inquérito que espere. Isto é um problema da segurança pública e não meu’’, complementou Nazzari. O prefeito negou qualquer tipo de participação na colocação dos motores em terreno usado pela Brascal. Ele disse que a área fica há três quilômetros da empresa, na divisa com o município de Itaperuçu. ‘‘Qualquer um poderia ter ido lá enterrar estes motores e nem seria visto. O terreno fica abandonado. A Brascal só usa para jogar sujeira lᒒ, complementou.
Ele admitiu que é sócio da Brascal, mas disse que não está dirigindo a empresa. Nazzari negou que tivesse recebido dinheiro para a campanha à prefeitura do empresário Joarez França Costa (Caboclinho), mas confessou que tinha relações comerciais com ele. ‘‘Ele comprou calcário e um barracão da Brascal. Foi na minha chácara para um churrasco, mas não por minha causa. Ele foi com o deputado Anibal Khury’’, declarou. (L.P.)

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