Prefeito diz que morte
de assaltante foi aviso
O prefeito de Bocaiúva do Sul, Élcio Berti (PTB), conhecido por declarações polêmicas, disse que a morte de um assaltante e a prisão de outros três que tentaram assaltar a agência do Banestado local serviu como aviso. ‘‘Que outros marginais não pensem em vir para cá, porque terão o mesmo tratamento que demos para os assaltantes de banco’’, afirmou ontem à tarde.
Berti acompanhou toda a negociação entre a polícia e os assaltantes para libertação dos reféns. ‘‘Foi exemplar o trabalho conjunto das duas polícias, a Civil e a Militar, que fizeram tudo em completa harmonia e com muito profissionalismo.’’
Depois do que aconteceu segunda-feira, Berti começa a se preocupar com o possível crescimento de problemas sociais em Bocaiúva. ‘‘Esses bandidos eram de Curitiba, mas se não houver uma atenção maior do governo para as nossas necessidades, o desemprego vai crescer a ponto de gerar criminalidade local’’, disse.
Bocaiúva do Sul possui cerca de 8 mil habitantes. A economia local é baseada na exploração de madeira, principalmente bracatinga e pinus. ‘‘Não podemos dizer nem mesmo que temos uma indústria madeireira porque a maior parte da matéria-prima é beneficiada em outros municípios’’, explicou o prefeito. A cidade tem três beneficiadoras de madeira, que empregam cerca de 50 funcionários cada uma. ‘‘Esses são nossas grandes fábricas, o que é insuficiente.’’
O município tem apenas um hospital municipal. No início da gestão de Berti, eram atendidas cerca de seis pessoas por dia na unidade. ‘‘Hoje são pelo menos 50 diariamente, o que mostra que as famílias que saíram da cidade nos anos 80 agora estão voltando.’’ Para ele, o governo do Estado tem que fazer sua parte para evitar o agravamento dos problemas sociais.
O efetivo policial de Bocaiúva do Sul é formado por seis policiais militares, comandados por um sargento. ‘‘Mas o meu efetivo mostrou que é valente, um PM matou um bandido e evitou o assalto’’, disse Berti. Na delegacia da Polícia Civil há um delegado e um agente contratado pelo governo do Estado. A escrivã, a cozinheira e os dois detetives são funcionários municipais sedidos para a polícia. ‘‘Pretendo enviar um ofício, ainda nessa semana, para o governador do Paraná pedindo mais respeito a Bocaiúva do Sul’’, afirmou. (E.C.)

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