A polêmica entre o prefeito Luiz Eduardo Cheida e membros da direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), devido ao não pagamento de parte do 13º salário, acabou de forma drástica ontem. Por volta das 17 horas, a Polícia Militar foi chamada ao prédio da Prefeitura para conter a ‘‘presença ostensiva’’ de sindicalistas, conforme a versão do prefeito. O sindicato alega que a polícia foi chamada pelo próprio prefeito com o objetivo de retirá-los da Secretaria de Fazenda, onde 11 funcionários faziam o balanço final da administração. Segundo o presidente do sindicato, Gláudio de Lima, Cheida chegou a discutir com membros da entidade.
No começo da noite, o prefeito afirmou que não houve discussão entre ele e os sindicalistas. Segundo contou, a polícia foi requisitada para garantir a tranquilidade do trabalho dos funcionários da pasta da fazenda. Além do fechamento do caixa, os funcionários precisavam efetuar pagamentos que estão atrasados à Câmara de Vereadores e serviços prestados. ‘‘Pedi para que os membros dos sindicato deixassem o pessoal trabalhar; chamei a polícia para que a ordem fosse mantida’’, afirmou o prefeito. Cheida disse que hoje, último dia de sua administração, pretende dar expediente normal para fechamento de relatórios que ficaram faltando.
O presidente do Sindserv afirmou que o prefeito queria que os membros da direção da entidade deixassem o prédio da Prefeitura, enquanto o estatuto garante o livre acesso deles. ‘‘Permanecemos para evitar que a administração fizesse pagamento para empresas de publicidade’’, afirmou Gláudio. Hoje o sindicato promove uma manifestação para marcar o último dia de trabalho de Cheida. O protesto está marcado para as 10 horas.
O Sindserv conseguiu ontem o apoio da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que vai contatar comerciantes da Cidade para que evitem registrar dívidas de funcionários da Prefeitura, prejudicados com o atraso no pagamento do 13º salário. A Acil está orientando seus associados para que usem o prazo máximo para registrar a dívida contraída pela categoria no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). De acordo com o presidente da Acil, Abílio Medeiros Júnior, os comerciantes filiados à entidade deverão receber mala direta comunicando as dificuldades financeiras que os servidores municipais estão passando. ‘‘Consideramos este pessoal uma força econômica importante.’’

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