A cerimônia de posse do secretariado do prefeito Antonio Belinati, ontem pela manhã na Prefeitura de Londrina, transformou-se em manifestação simbólica de apoio do governo do Estado ao Município. A palavra ‘‘parceria’’ esteve presente em praticamente todos os discursos, sobretudo do governador Jaime Lerner e prefeito recém-empossado. ‘‘No mínimo estarei aqui uma vez por mês, sempre trazendo um grande projeto para Londrina’’, prometeu o governador. Nenhuma verba ou novas obras, no entanto, foram anunciadas.
Também participaram da cerimônia de posse o chefe de gabinete do Estado, Gérson Guelmann; secretário estadual da Saúde, Armando Raggio; vice-governadora e agora primeira-dama Emilia Belinati; deputados federais Paulo Bernardo (PT) e José Janene (PPB); presidente da Sociedade Rural do Paraná, Manuel Garcia Cid; reitora em exercício da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nitis Jacon; o novo presidente da Câmara de Londrina, Adalberto Pereira (PFL).
O prefeito Antonio Belinati afirmou que a presença do governador é a prova mais evidente da nova fase na relação entre o Município e o Governo do Estado. ‘‘Sempre ouvi dizer que Londrina não tinha afinidade com o Governo Estadual. E olha que a Cidade já teve três governadores’’.
O prefeito também garantiu que a partir de agora o diálogo será mais aberto e constante. ‘‘Londrina quer apenas o que é justo, possível e realizável. Não vamos procurá-lo (governador) para pedir o impossível, como um metrô, por exemplo.’’
Belinati aproveitou a cerimônia para lamentar a ausência do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida em sua posse, no dia anterior. Belinati comentou o atraso no pagamento dos salários e de parte do 13º salário. ‘‘Vamos trabalhar para que essa situação não se repita’’, disse, completando que até o dia 15 espera concluir o pagamento do 13º. ‘‘Todo dinheiro que entrar no caixa da Prefeitura vai para os salários de dezembro’’. Sobre a situação financeira do município, foi evasivo: ‘‘A crise não nos assusta, sou um otimista por formação’’.
O prefeito lembrou que em uma semana deve ter em mãos um levantamento - não definitivo - da situação atual da Prefeitura. Técnicos da Universidade de São Paulo (USP) também estarão na Cidade para fazer uma auditoria mais completa. O trabalho deverá durar, segundo Belinati, um mês.
Para Emilia Belinati, Lerner será ‘‘o grande parceiro da Cidade’’, posição referendada pelo vice-prefeito e presidente da Codel, Alex Canziani. ‘‘Londrina está na pior crise que essa Cidade já viveu, com salários, 13º e fornecedores atrasados’’, observou. ‘‘Por outro lado, o momento não é de desânimo, é de desafio. Temos a certeza que essa Cidade vai dar um grande salto de desenvolvimento’’.
O novo presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, falou em nome dos secretários e garantiu fidelidade ao prefeito Antonio Belinati. ‘‘Vamos assimilar a sinalização dada por vossa excelência e tomá-la como norte em nossa administração’’, disse.
Sebastião Rodrigues Furtado, da Associação dos Moradores do Jardim União da Vitória, falou em nome das associações de bairro e não escondeu a satisfação em ter Belinati novamente como prefeito, chamando-o de ‘‘pai da pobreza’’. ‘‘O que a região sul mais queria era o Belinati na Prefeitura. Nós fomos sacrificados na gestão anterior.’’

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