Prefeito debate destinação da área em Curitiba
Alexandre Sanches
De Londrina
O prefeito de Tamarana, Edson Siena, confirmou ontem que a conclusão do trabalho de demolição do último barracão que armazenou, durante anos, os agrotóxicos, deve ser retomada assim que o governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública, fizer um aditivo ao contrato firmado com a WPA. Siena esteve reunido em Curitiba com o secretário José Tavares e debateu o assunto e o futuro da área, que pertence ao órgão estadual.
De acordo com Siena, a reunião foi produtiva. José Tavares disse que a pressa agora é deles. Por isso, acredito que nos próximos dias o governo fará o aditivo no contrato para que a Bayer, responsável pelo trabalho, retome a demolição e incinere os detritos, afirmou. Além da secretaria de Segurança Pública, os trabalhos estão na dependência também da Superintendência de Recursos Hídricos (Sudehrsa), ligado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Sobre o futuro da área, Siena salientou que ainda não se chegou a um acordo. Tavares quer transformar a área em uma penitenciária feminina. Nós queremos dar outro destino ao local. Durante a reunião, o secretário quase me convenceu que a penitenciária é mais viável na área, ressaltou.
Antes do prefeito decidir se aceita ou não a proposta do governo, ele vai visitar as penitenciárias de Curitiba e de Guarapuava. Eu vou conhecer o modelo deles para depois decidir se deixamos a área mesmo com a Segurança Pública. Como o modelo projetado é terceirizado, acredito que o município não vai perder nada. Meu medo é de instalar uma penitenciária e a prefeitura ter que arcar com a alimentação dos presos, salientou.





