Crente que a construção da Usina de Mauá poderá gerar recursos para o município, o prefeito de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana), Geraldo Magela Nascimento, se posicionou a favor do empreendimento. ''Acredito que mais de 70% dos 25 mil habitantes esperam pela construção'', frisou.
Ele acredita que a usina deva render muito mais para o município que as 199 propriedades que poderão ser alagadas, num total de 5,2 mil hectares. ''A produção delas não significa nada perante o que a usina poderá oferecer''.
Para ele, a instalação da UH poderia mudar a triste realidade de Ortigueira - município com o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. A cidade, que já teve 58 mil habitantes na década de 80, tem atualmente menos de 25 mil. Pelos cálculos do prefeito, a construção da usina geraria cerca de 2,5 mil postos de trabalho, empregando certamente pessoas do município.
''Eu não posso falar sobre os danos ambientais porque não tenho conhecimento. Mas quando administramos um povo que não tem renda, onde os familiares morreram ainda jovens, o desemprego bate à porta, e onde para se comer um pão e beber um leite nós precisamos ter um cartão de plástico do governo federal (bolsa família), a notícia de um empreendimento desses muda tudo'', justifica o prefeito.
Nascimento sustenta que a empresa responsável pela construção da usina contribuiria para o desenvolvimento do munícipio, gerando empregos, investindo na área social e educacional.
Já o secretário municipal da Indústria e Comércio de Mauá da Serra, Hélio Custódio, comentou que o prefeito Hermes Wichthoff ainda não se posicionou. Atualmente o município conta com nove mil habitantes e 5,8 mil alqueires. Custódio também acredita que a UH geraria empregos e encargos sociais para a cidade.
O prefeito de Telêmaco Borba, Eros Danilo Araújo, também foi convidado mas não compareceu ao debate. (E.Z.)

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