Prefeito de Foz negocia pagamento dos servidores
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segunda-feira, 06 de janeiro de 1997
Montezuma Cruz Sucursal de Foz do Iguaçu 
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), recebe hoje, a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais, buscando uma solução para os pagamentos de 13º salário e das férias do funcionalismo, que estão em atraso.
No final do ano, os funcionários ingressaram na Justiça com pedido de liminar para o bloqueio da arrecadação municipal, mas tiveram o recurso indeferido.
Semana passada, o sindicato relatou a situação em carta aberta. Todos estão sem receber, mas a equipe do ex-prefeito Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB) trabalhou no dia 30 de dezembro, até altas horas, para pagar salários, 13º e férias de seus ex-secretários, diretores e dele próprio, denunciou a entidade.
Os salários mais altos totalizavam entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil. O secretário de Administração, Jorge Tasaki, informou ontem que dos 4,5 mil servidores, pelo menos 90% têm estabilidade garantida e os 10% restantes consomem apenas 4% das despesas com a folha de pagamento. As demissões feitas pelo prefeito são medidas de praxe, justificou. O novo secretário exonerou os ocupantes de 290 cargos comissionados criados por Dobrandino da Silva.
Tasaki disse que serão mantidos os cargos técnicos.
Outro débito da prefeitura com os servidores vai se transformar em impasse jurídico, no primeiro trimestre da nova administração. O ex-prefeito Dobrandino da Silva retirou, no final de 1995, do extinto Fundo de Pensão e Aposentadoria do Servidor, mais de R$ 3 milhões, para pagar a folha de dezembro daquele ano. Os servidores exigiram o dinheiro de volta. O Tribunal de Justiça do Paraná acatou recurso da categoria, mas ainda não deu a decisão final sobre o pedido.


