A atual administração municipal de Cascavel já pagou R$ 9,2 milhões de um total de R$ 16 milhões de dívidas deixadas pela administração anterior, do prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB). Entre os débitos, R$ 11,5 milhões eram com fornecedores, dos quais R$ 4,8 milhões ainda não pagos. O funcionalismo recebeu todos os R$ 4,5 milhões de salários atrasados.
Segundo o secretário de Finanças, Arnaldo Curioni, das dívidas ainda existentes R$ 2 milhões são referentes a empréstimo bancário contraído para regularizar os pagamentos. Curioni relata que os resultados obtidos são decorrentes de algumas medidas de contenção de despesas determinadas pelo prefeito Salazar Barreiros (PPB), entre elas as chamadas despesas variáveis, que dependem da assinatura dos secretários para ser efetivadas.
‘‘Se dependesse de aumento da arrecadação, não teríamos avançado’’, disse Curioni, explicando que apesar da inflação a arrecadação de 97 deve se manter estável em relação ao ano anterior, de R$ 56 milhões. O ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) responde por 27% do total, vindo a seguir o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) com 14%, ISS (Imposto Sobre Serviços) 11% e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) 7%. Segundo cálculos do secretário, o IPTU anual cobre a folha salarial de três meses.
A preocupação da prefeitura é receber a dívida ativa dos contribuintes referente a impostos e taxas municipais, que soma R$ 28 milhões. Do montante, R$ 5 milhões são de pavimentação asfáltica não paga pelos proprietários de imóveis.

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