Com o objetivo de desafogar o SUS, atendendo aos interesses de uma parcela da população que pode pagar por uma consulta, a prefeitura de Ponta Grossa está implantando no município um sistema alternativo de saúde. Trata-se de uma espécie de plano de saúde, disponível a princípio somente para consultas médicas, onde o paciente pagaria apenas R$ 10,00 por um atendimento.
O prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (sem partido), explica que o novo sistema vai beneficiar aquelas pessoas que não podem desembolsar R$ 70,00, mas concordam e têm condições de pagar R$ 10,00 por uma consulta. Além do custo reduzido, uma das principais vantagens do sistema será o atendimento imediato, como se a consulta fosse solicitada em uma clínica ou consultório particular.
O novo sistema, cujo projeto está em fase de conclusão, será administrado pela Fundação Pronto Socorro. Como será coordenado por uma fundação, o valor cobrado pelas consultas entrará como doação. Conforme expectativa do prefeito, o sistema alternativo, que ainda não tem um nome, deve entrar em funcionamento dentro de uns 30 dias.
A princípio o projeto prevê a contratação de 20 médicos, sendo 10 especialistas. De acordo com o prefeito, a idéia é abrir licitação e terceirizar o serviço, contratando uma empresa que ficaria responsável pelos médicos. A estrutura do novo sistema vai funcionar em um prédio próprio, que será alugado pela prefeitura.
Com relação aos custos, o prefeito ainda não tinha uma avaliação precisa, mas garante que eles serão mínimos, uma vez que os funcionários, com exceção dos médicos, serão servidores que já fazem parte do quadro de pessoal do município. ‘‘O município entra com o sistema e os médicos serão pagos com os R$ 10,00 de cada consulta’’, explica Jocelito.

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