Prefeito apresenta fundo previdenciário
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), pretende, esta semana, iniciar a discussão na Câmara Municipal para a criação do fundo previdenciário e de saúde e assistência. Durante a abertura do ano legislativo dos vereadores, Taniguchi afirmou que o fundo vai substituir o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC), que tem prazo para acabar - dia 1º de julho, data determinada pelo Ministério da Previdência. Segundo o prefeito, o novo órgão será semelhante ao Paraná Previdência. Porém, a oposição promete barrar o projeto, por considerar danoso ao funcionário municipal.
De acordo com Taniguchi, o fundo vai incorporar o IPMC. O prefeito avisa que a incorporação pode acontecer antes do prazo final, já que a prefeitura vem estudando a sua potencialidade, através de análises atuariais. Mas o líder do PT na Câmara, Tadeu Veneri, considera que este estudo não poderá ser concluído dentro da data final. Há sete anos nenhum trabalho semelhante foi feito e não vai ser encerrado em três meses.
O presidente do IMPC, José Alberto Reimann afirma que o fundo vai estabelecer novas relações de serviços. E vai haver aumento da contribuição do servidor e do município, para que eles funcionem bem, avisa o prefeito. Mas, o vereador Veneri considera que isto não é preciso, basta apenas uma administração mais eficiente.
O vereador diz que a dívida da prefeitura com o IPMC hoje é de R$ 79 milhões, que corresponderia aos descontos de salário não repassados ao órgão. A nossa dívida pode chegar a R$ 30 milhões, mas não vai atingir este valor por causa da mudanças feitas, diz.
Taniguchi afirma que vai convocar servidores, vereadores e comunidade para debater o fundo. Mas nos moldes que está vamos tenter impedir a aprovação, avisa Veneri. A tarefa do vereador será árdua, porque no ano passado dos 233 projetos apresentados pela prefeitura, a sua totalidade foi aprovado pela maioria dos vereadores.





