Depois de ameaçar fechar o porto de Paranaguá, o prefeito Mário Roque (PSDB) ameaça bloquear a BR-277 e rever os acordos e convênios firmados entre os sindicatos de trabalhadores e operadores portuárias, em especial os relacionados a empresa Tevecom. Ontem, ele entregou um ofício ao governador Jaime Lerner, pedindo agilidade na implantação do Parque Industrial da cidade. De acordo com o prefeito, apenas uma decisão política pode solucionar o impasse do distrito industrial, que se arrasta por quase dez anos.
Para ele, o governo estadual e os órgãos de proteção ao meio ambiente estão discriminando a Paranaguá. Roque diz que ‘‘os arautos da preservação ambiental’’ adotam duas medidas para estabelecer na hora de conceder uma licença de instalação. ‘‘No mesmo momento, em que embargam o aterro sanitário na região de Pixirica, concedem a implantação do pátio automotivo do Tevecom e do terminal da Ponta do Fêlix, ambos em área de manguezal’’, critica. O prefeito diz neste dois locais houve aterramento e asfaltamento.
Roque defende que implantação do distrito industrial na região de manguezal do Embucuí, onde o Ibama e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) encontraram sambaquis. Em função das características do local, os dois órgãos recusaram por mais de quatro vezes a licença de instalação do distrito. Atualmente, o processo está arquivado. A área escolhida mede 18 milímetros quadrados, capaz de absorver 400 indústrias. ‘‘Mas a nossa meta é colocar no máximo 50’’.

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