Prefeito alega falta de recursos
Bela Vista do Paraíso - O prefeito de Bela Vista do Paraíso, João Monza, pretende recorrer da multa aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O órgão autuou recentemente o município por descartar o resíduo sólido a céu aberto. De acordo com o IAP, a prefeitura recebeu uma notificação em agosto de 2015 e conseguiu uma dilatação do prazo para corrigir os problemas, mas continua descumprindo o acordo como Ministério Público.
Monza alega que tem cumprindo o acordo, mas que em função das chuvas de janeiro não conseguiu fazer o trabalho de compactação do lixo. Para ele, a questão do lixo é mais complexa e que será difícil os municípios conseguirem se adequar à legislação. "O aterro sanitário polui do mesmo jeito e custa caro para fazer o transbordo para outro lugar", afirma.
A área foi transformada em lixão em 1997 e, na época, de acordo com o prefeito, ela teria sido preparada com decantadores e bombas para retirada do chorume. Porém, ao longo dos anos, o espaço virou um grande lixão, que atualmente recebe em média 12 toneladas de lixo/dia e tem vida útil de mais sete ou oito anos.
A intenção da prefeitura é adequar a área, mas Monza afirma que o município não tem recursos. "Precisamos de R$ 150 mil a R$ 200 mil para dar uma amenizada na situação", afirma. Uma ONG faz coleta seletiva no município, mas menos de 30% do lixo produzido em Bela Vista do Paraíso são separados e reciclados.
O prefeito aposta no projeto de implantação de uma usina de lixo, que utiliza a tecnologia de termo oxidação (queima do resíduo). A intenção é fazer um consórcio com municípios da região. Pelo projeto de Monza, uma empresa assumiria o serviço por cerca de 30 ou 35 anos e a energia gerada pela queima destes resíduos seria destina aos município. Em princípio, o investimento seria de R$ 500 milhões. Mas por enquanto é só uma intenção. (A.M.P.)





