Prédios velhos são principais focos
Há aproximadamente um ano, quando começaram as reformas do antigo clube da cidade, onde hoje funciona a Secretaria Municipal de Cultura, o estudante José Mário Lucas Torezin Rafaeli, então com 9 anos, foi a primeira vítima dos escorpiões em Sertanópolis. Segundo a mãe, Maria Eunice Aosouza Torezan Rafaeli, 39 anos, o garoto foi picado numa loja de confecções infantis, quando faziam compras.
A loja funcionava no mesmo quarteirão do clube e do Hotel São Jorge, considerados principais focos do aracnídeo. Maria Eunice disse que o menino brincava na loja, enquanto ela comprava roupas. Ele entrou no vestiário e, ao bater na cortina, foi picado no braço. Encontramos o escorpião e corremos com ele para o hospital.
Na hora, José Mário dizia que doía muito o local picado e que o braço adormecia. No HU ele ficou cerca de 2h30 em observação após ter sido medicado. Onde ele foi picado não ficou marca. Depois disso, não quis mais voltar para aquela loja, criando um certo trauma. Hoje ele está mais tranquilo, mas mantém o medo dos escorpiões, contou.
Neste período o comerciante José Augustineti, que arrendou o hotel, encontrou vários escorpiões sobre as camas dos hóspedes. Ele recolheu exemplares e encaminhou à Vigilância Sanitária, que iniciou o monitoramento na região. Ele mantém três espécimes guardados num vidro.
A segunda vítima dos escorpiões, a comerciante Enilda de Jesus Santana, 25 anos, foi picada no início de outubro quando abria a loja, localizada embaixo do hotel. Ontem ela não foi encontrada na cidade. Parentes informaram que ela estaria viajando. Amigos de Enilda contam que ela abriu a loja numa manhã e não viu o escorpião perto da porta. Foi picada no pé e foi socorrida por vizinhos.





