Prédios 'somem' por causa da poluição visual
Com a capacidade de ir e voltar no tempo, a nossa imaginação desembarca na década de 40 em frente à Praça Floriano Peixoto. O prédio em art déco diante de nós é ocupado até hoje pela Loja Huddersfield, sendo a única edificação remanescente, onde funcionou a Relojoaria e Joalheria Calderaro.
Ali perto, num outro exemplar onde foi o Banco de Curitiba S/A, a paisagem da quadra está quase que totalmente transformada, sendo que alguns edifícios são os mesmos da década de 40, mas não apresentam as fachadas originais. ''Temos exemplos positivos de preservação no Calçadão. Um deles é o da antiga Casa de Chá, cuja fachada está como foi construída, tendo todo um trabalho de revitalização'', asseverou Denise Lezo.
O avanço de marquises, a poluição visual das fachadas com informações repetidas e a descaraterização das edificações, através de reformas, escondem e até roubam a história da cidade.
A revitalização do Calçadão deve considerar a preservação de patrimônios, como um edifício onde, atualmente, funciona uma joalheria e uma loja de confecções. É a única edificação na Avenida Paraná que possui detalhe arquitetônico peculiar, com mansarda no telhado, existente em alguns prédios de maior porte construídos nos anos 30 e 40.
Provavelmente inspirado na arquitetura normanda e germânica, o prédio, que já estava maltratado pela comunicação visual e pintura da fachada em duas cores (que dificulta a compreensão da unidade), está passando por uma reforma, que descaracterizou parte da mansarda. (F.L.)





