Prédios históricos serão restaurados
Da Redação
Entre as escolas beneficiadas com recursos do Proem, um grupo de 30 está numa categoria especial, cujas obras serão executadas pela Fundepar e Decom. São unidades que funcionam em prédios de valor histórico, que terão suas características preservadas nas reformas a que serão submetidas. É o caso, por exemplo, do Colégio Estadual Gastão Vidigal, de Maringá, e do Colégio Estadual Hugo Simas, de Londrina.
Ambos passarão por uma restauração geral de fachada e de instalações. O Gastão Vidigal, com 44 anos, está há 30 na mesma localização. ‘‘Reforma mesmo nunca foi feita no prédio, apenas uns pequenos consertos’’, informa o diretor Antonio Favaro Neto. ‘‘Agora, com os recursos do Proem, poderemos revisar toda a parte hidráulica, elétrica e o restante do prédio’’.
A verba destinada à escola será utilizada também para atender a reivindicação de seus alunos de ampliar o laboratório de informática. O laboratório atual é fruto de uma parceria com uma empresa da cidade, que instalou 12 computadores para uso curricular e extra curricular.
Os custos das aulas do curso extra curricular de informática são cobertos pela APM e pelo Conselho Escolar e os alunos pagam apenas o material. Frequentam o curso 600 pessoas, entre alunos, pais de alunos e a comunidade em geral. ‘‘Vamos aproveitar a Feira de Informática para ampliar o número de equipamentos e atender melhor nossos estudantes’’, informa Favaro Neto.
Com 3,5 mil alunos do pré ao 2º grau, o Colégio Estadual Gastão Vidigal é bastante concorrido. Além da qualidade de ensino - em 1997, a escola teve 130 alunos aprovados no vestibular - também tem uma participação muito ativa no calendário esportivo do Estado. O colégio, que tem 14 professores de educação física, participa de todos os jogos escolares, em todas as modalidades esportivas. Por isso, uma das prioridades de uso da verba do Proem é a cobertura de pelo menos duas de suas cinco quadras esportivas (uma já é coberta).
O Colégio Estadual Hugo Simas, de Londrina, também vai passar por sua primeira grande reforma em 60 anos de existência. Com o tempo, os reparos feitos não conseguiram impedir a deterioração do prédio. ‘‘Tudo é urgente aqui. Precisamos reformar toda a parte hidráulica, elétrica, os telhados, forros, pisos e pintar todo o prédio’’, enumera a diretora Ubiracy Creuza Moreira Silva.
A verba do Proem também será usada para ampliação e modernização do espaço físico da escola, que atende 2.200 alunos de primeiro e segundo graus e de educação especial (centro de atendimento a deficientes auditivos, visuais e mentais). Todos aguardam com ansiedade a construção do laboratório de informática, inexistente na escola, e da biblioteca, precariamente localizada no porão. Com as ampliações, a escola estará apta a implantar cursos profissionalizantes, provavelmente nas áreas de informática e marketing.
‘‘A melhoria física do Hugo Simas vai nos dar condições de definir cursos técnicos que atendam nossa clientela, sejam adequados a nosso espaço e correspondam ao programa do Proem’’, diz a diretora.

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