Prédios da XV são reprovados em vistoria
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quarta-feira, 26 de novembro de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaA vistoria dos prédios da Rua XV de Novembro começou há cerca de duas semanas, depois que, em poucos meses, aconteceram dois incêndios em lojas da rua. Segundo os bombeiros, a situação é extremamente preocupante, por causa das condições de segurança precárias. Na primeira quadra do Calçadão, apenas um dos imóveis comerciais vistoriados estava em situação regularA vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros na primeira quadra do Calçadão da Rua XV, entre as ruas Presidente Faria e Barão do Rio Branco, revelou a existência de 49 irregularidades num total de 34 imóveis. Dos 25 imóveis comerciais visitados, apenas um enquadrou-se nas normas de segurança estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros. Os três prédios comerciais e o único residencial existentes no trecho vistoriado também foram reprovados.
Queremos mobilizar a comunidade para a necessidade de preservação de uma área que está ligada à história da cidade, explica a arquiteta Ariadne Mattei, coordenadora do projeto Revivendo Curitiba.
Todos os imóveis considerados em desacordo com as normas foram notificados pelo Corpo de Bombeiros e terão prazo de 30 dias - até 20 de dezembro - para corrigir as irregularidades. Depois desta data será feita nova vistoria e, caso não tenham sido providenciadas as adequações necessárias, seus proprietários ficam sujeitos a sanções que vão desde a aplicação de multas até o cancelamento do alvará de funcionamento do estabelecimento.
A vistoria do Corpo de Bombeiros na Rua XV começou depois que, em poucos meses, três prédios antigos foram atingidos por incêndios. O último ocorreu no começo deste mês e destruiu uma construção do início do século onde funcionavam as Lojas Marisa. O trabalho deve alcançar todo o Calçadão, da Presidente Faria até a Praça Osório, num total de 220 imóveis - a maior parte de valor histórico e tombada pelo patrimônio. A cada semana será vistoriada uma quadra. Nesta semana está sendo inspecionado o trecho que vai da Barão do Rio Branco até a Monsenhor Celso.
A situação encontrada pelos bombeiros, de acordo com relato do tenente José Antonio Marcante, que conduziu os trabalhos, é extremamente preocupante, pois as condições de segurança inexistem ou, então, são totalmente precárias. Os principais problemas detectados na primeira quadra do Calçadão foram a inexistência de central de gás e a estocagem irregular de produtos, instalações elétricas fora dos padrões, a existência de escadarias em madeira no interior dos prédios e a falta de extintores de incêndio.
O grande número de irregularidades motivou a tomada de outras medidas, além da notificação entregue pelos bombeiros. Os participantes da reunião do Ippuc também vão percorrer os estabelecimentos do Calçadão num trabalho de conscientização dos proprietários e locatários sobre questões de segurança.


