Prédio velho, antigos problemas
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sexta-feira, 02 de julho de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Crônica falta de espaço, telefones constantemente fora do ar, infiltrações, fios à mostra. Esses são alguns dos problemas da sede do Judiciário em Londrina. Inaugurado em 1983, a estrutura do Fórum já não dá conta das 17 varas que abriga e precisa de uma reforma urgente.
A falta de espaço é tão grande que um juiz substituto transferido recentemente para a Comarca ainda não tem sala e precisa dividir o gabinete com colegas. Para abrigar o juiz e abrir espaço para outra transferência, a solução foi reformar a sala do zelador, desocupada há dois anos e que servia como depósito.
Outro problema crônico é o sistema de PABX. Antigo, o aparelho não consegue suprir os quase 130 ramais. Depois de uma pane de 20 dias em dezembro de 2003, seguida de outra em fevereiro deste ano, o Tribunal de Justiça (TJ) autorizou a aquisição de outro aparelho. Enquanto a licitação corre, outro sistema foi alugado e já apresentou o mesmo problema. Ontem, quase a metade dos ramais estava fora do ar.
Há ainda o problema de recursos humanos. Apenas uma telefonista atende todos os ramais. Em pior situação estão os faxineiros do Fórum. Apenas cinco são responsáveis pela manutenção de todo o prédio, que tem quatro pavimentos e dezenas de salas, sem contar a estrutura do Tribunal do Júri. Talvez por isso, ontem, dos seis banheiros públicos, dois estavam trancados.
Para quem trabalha no Fórum, reclamar de telefone até virou piada. ''Que telefone? Isso nunca funciona'', diz um oficial de Justiça. Segundo ele, quando precisa fazer uma ligação, o jeito é apelar para os dois telefones públicos na frente da sala dos oficiais.
A administração do Fórum reconhece os problemas mas argumenta que três processos de licitação estão a caminho para solucionar os problemas. A aquisição do PABX, afirma o administrador do Fórum, Richard Wagner Petrin, deve ser resolvida no mês que vem. No final de julho, os envelopes com as propostas serão abertos.
''O TJ mandou uma equipe de engenheiros para fazer um levantamento dos problemas estruturais'', diz. A construção de um anexo onde hoje é o estacionamento também está prevista. O prédio abrigaria as varas cíveis e levaria para a sede a Vara de Execuções Penais e o Juizado Especial. A previsão, segundo Petrin, é que a licitação inicie entre agosto e setembro.


