Membros do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina e representantes de mais de 170 entidades fazem um protesto hoje às 10 horas, em frente a Prisão Provisória, construída na zona sul da cidade. O protesto é contra o descaso do governo do Estado, que chegou a prometeu que a unidade começaria a funcionar hoje. O prédio está pronto há dois meses e ainda não entrou em funcionamento. Os manifestantes devem protestar dando um abraço simbólico no prédio vazio.
Os membros do conselho de segurança iniciaram ontem visitas às autoridades policiais e judiciárias da cidade. Querem levantar as principais dificuldades de cada órgão. ‘‘Nossa principal função é ajudar estes órgãos a resolver os problemas que impedem ou dificultam sua atuação para garantir a segurança em nossa cidade’’, resumiu o presidente do conselho, Jorge Coimbra. Os conselheiros estão aproveitando o encontro para obter mais detalhes sobre a situação dos órgãos e sua capacidade operacional.
Ontem de manhã os conselheiros se reuniram com o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes. ‘‘A atuação do Conselho é muito importante porque ele representa a comunidade ’’, afirmou Fernandes. O Conselho aproveitou a ocasião para questionar o pequeno número de policiais civis na cidade. Segundo Coimbra, proporcionalmente, Londrina tem quatro vezes menos policiais que Curitiba. O cálculo, informou, foi feito com base no número de policiais por habitante nas duas cidades.
‘‘A impressão que temos é que o governo investe na capital para poder manter a sua publicidade de cidade de 1º mundo, e tenta esconder o abandono do interior empurrando suas prioridades para debaixo do tapete’’, disse Coimbra. Ontem à tarde os conselheiros se reuniram com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
Nas reuniões com as autoridades policiais, o Conselho defendeu ainda que as polícias Civil e Militar utilizem a estrutura dos pontos de pedágio para controlar as saídas de Londrina. A reivindicação faz parte das 19 propostas da Carta Regional de Londrina, ligada ao setor de segurança. O documento foi encaminhado ao governador Jaime Lerner em julho.
‘‘Vamos cobrar uma posição do governo sobre cada proposta. Mas elegemos como prioridade a ativação da Prisão Provisória. Depois que ela começar a funcionar começaremos a trabalhar as outras questões’’, adiantou Coimbra.Paulo WolfgangDificuldadesO presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Jorge Coimbra, com o delegado FernandesCélia Baroni

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