Edson GuittiÁrea de 3,6 mil m2 a ser liberada pela prefeitura foi escolhida pelo governo do EstadoA Prefeitura de Maringá vai liberar ainda este mês a área de 3,6 mil metros quadrados, dentro do Bosque 2, para a construção de uma Usina do Conhecimento. Ontem, funcionários da prefeitura removeram o material da casa que existia no local e era ocupada por um guarda que cuidava do parque. A área foi escolhida pelo governo do Estado, que vai construir e equipar o prédio, de 508 metros quadrados.
A construção da usina dentro da maior reserva de mata nativa de Maringá, com 59,4 hectares, exigiu mudanças no Plano Diretor do município. No final de setembro do ano passado, a Câmara de vereadores aprovou alterações no plano, que não permitia a construção de prédios dentro de reservas.
O projeto enviado à Câmara garante que o prédio não trará nenhum dano ecológico ao parque. ‘‘Ele será instalado em uma área que já está aberta’’, explica o ex-secretário de Meio Ambiente, Paulino Mexia, que acompanhou toda elaboração do projeto.
A opção pelo Bosque 2 para implantar a usina, segundo o professor Carlos Sica de Toledo, membro da comissão que acompanha o projeto, se deve à proposta de ensino. ‘‘A idéia é manter na usina alternativa de ensino não convencional, principalmente na área de ecologia. Por isso, a opção pela reserva’’, argumenta Sica. Ele garante que o projeto está integrado ao Plano de Manejo do Bosque 2 e não vai exigir a retirada de nenhuma árvore.




Idéia é manter ensino
não convencional,
principalmente na
área de ecologia


O prédio será construído com recursos da União. O governo do Estado vai equipar e administrar a usina durante dois anos. De imediato, segundo Sica, serão instalados equipamentos de informática e fornos para a modelagem em argila. Depois de dois anos, a intenção é tornar a usina independente, gerando os próprios recursos. ‘‘Só em último caso, a prefeitura assume a administração do projeto’’, explica Sica.
Desde já, segundo ele, a comissão responsável pela implantação da usina já estuda as áreas de conhecimento mais carentes da cidade. ‘‘A prioridade é o ensino não convencional, que beneficie toda a comunidade’’, ressalta. A usina vai também complementar o Plano de Manejo, que prevê a abertura do parque para visitação pública acompanhada. Há pelo menos 10 anos o Bosque 2 não é aberto ao público.

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