Odair StraliottiMais prazoReunião ontem entre condôminos, promotor, construtora e prefeitura decidiu pela nova vistoriaUma nova vistoria, com a presença de bombeiros e técnicos da Secretaria de Obras, prevista para segunda-feira, às 11 horas, irá definir se o Condomínio Topázio, em Apucarana, será ou não desocupado.
O prédio de 18 pavimentos, situado na Praça Manoel Ribas - área central - começou a ser construído há 14 anos e ainda está inacabado. Três famílias ocupam apartamentos e cinco salas comerciais estão em uso.
Um habite-se irregular concedido pela prefeitura há dois anos foi cancelado a partir da constatação de várias irregularidades, inclusive falta de estruturas e equipamentos de segurança contra incêndio. A vistoria foi feita pelos bombeiros e engenheiros da prefeitura na presença do promotor Luiz Fernando Delazari, os moradores, comerciantes e prestadores de serviço instalados no edifício. O prazo para desocupar o Condomínio Topázio terminaria hoje.
Ontem, o síndico Amaury César Alexandrino, um dos sócios da construtora J.C. Bueno, José Carlos Bueno, e o engenheiro responsável pela obra, Sérgio Macuco, estiveram reunidos com o promotor Luiz Fernando Delazari, e o secretário de Obras, Celso Marchi. Eles reivindicaram a prorrogação do prazo para sanar as irregularidades indicadas na vistoria anterior.
Enquanto a obra estiver inacabada e sem os equipamentos de segurança necessários, Delazari afirma que não permitirá a ocupação do prédio.
Ele destaca que o objetivo é proteger os condôminos, que estão expostos a situações de risco. Após nova reunião com moradores e empresas que alugam salas no Topázio, o secretário Celso Marchi anunciou uma nova vistoria, prevista para segunda-feira, deverá resolver definitivamente a situação.
‘‘Nós recebemos um pedido do síndico e da construtura, solicitando a liberação de um habite-se parcial para as salas comerciais e apenas um apartamento do primeiro pavimento’’, informou Marchi. O secretário diz que, nestes setores, foram providenciados os reparos e todos equipamentos de segurança necessários.
Segundo Marchi, se o laudo técnico do Corpo de Bombeiros autorizar a utilização apenas destes setores, a prefeitura poderá fornecer um habite-se parcial. Quanto aos demais andares, Marchi adiantou que, enquanto não forem concluídas as obras, instaladas portas de isolamento térmico, corrimão nas escadas, extintores de incêndio e, central de distribuição de gás, nada será autorizado.

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