Prédio inacabado é invadido
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 1997
Paulo Roberto Pegoraro Sucursal de Cascavel 
Edson MazzettoResidencial Bela VistaForam ocupados 38 apartamentos, mas nem todas as famílias fazem parte do grupo de futuros mutuáriosUm grupo de 38 famílias iniciou durante o Carnaval e consolidou ontem a ocupação de 38 apartamentos (de 58 metros quadrados) do Residencial Boa Vista, no bairro Jardim Nova York, proximidades do Parque Ecológico de Cascavel. O prédio deveria ter sido entregue há um ano. A maior parte das famílias já pagou várias parcelas da poupança para a Companhia Habitacional de Cascavel (Cohavel), mas não foram transformadas em mutuárias da Caixa Econômica Federal (CEF), em função de várias pendências legais sobre o imóvel.
Outra parte dos ocupantes invadiu os apartamentos sem ter direitos sobre eles. As obras do conjunto foram iniciadas pela construtora Roraima em 91, e em 95 repassadas a Cohavel, empresa do Município que, além de não tê-las completado inteiramente, não obteve certidão negativa do INSS, habite-se da prefeitura e averbação no Registro de Imóveis, exigidos pela CEF para fazer o financiamento das prestações. O presidente da companhia, Enelvo Bertaglia, observa que os problemas ocorreram na administração anterior, e estão sendo investigados por uma auditoria.
Cada apartamento tem valor estimado de R$ 18,5 mil. A poupança, paga à Cohavel, é de R$ 6,5 mil divididos em 18 parcelas. Segundo Cássia Lorenzetti, as famílias não suportavam mais pagar a poupança e ao mesmo tempo um aluguel, enquanto os apartamentos permaneciam abandonados - apenas sob a guarda de um vigia. Ontem a comissão das famílias obteve apoio da Câmara para os que efetivamente têm direitos, segundo o presidente da Casa, Misael Pereira (PMDB).
Já foram abertas negociações com a CEF e com a Cohavel para regularizar a ocupação, mas as famílias que não têm direitos terão que deixar os apartamentos. A situação do Conjunto Residencial Boa Vista é idêntica a do Residencial das Palmeiras, zona norte da cidade, com 496 apartamentos ocupados em 95, depois de três anos de abandono. As famílias permanecem no Palmeiras sem que até agora a ocupação tenha sido regularizada.


