Prédio histórico se deteriora em Londrina
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segunda-feira, 12 de março de 2018
Pedro Marconi <br> Reportagem Local 

Um prédio emblemático em Londrina apresenta sinais de abandono e se transforma em motivo de preocupação da população, que reclama de insegurança e descuido com as estruturas. Localizado no Calçadão da avenida Paraná, o edifício abrigou uma agência bancária até 2016 e faz parte da história de Londrina. Foi palco do maior roubo a banco já registrado na cidade. Em 1987, criminosos invadiram a agência, que na época era administrada pelo Banestado (Banco do Estado do Paraná), e fizeram cerca de 300 reféns. Eles fugiram depois de sete horas de negociação, levando reféns e 30 milhões de cruzados. Acabaram presos em São Paulo posteriormente.
No início dos anos 2000, o Banestado foi comprado pelo Itaú e o banco mudou de nome. Em fevereiro de 2016, a agência 4018 do banco Itaú deixou de atender o público. Logo após o fechamento, foram colocados tapumes para impedir qualquer tipo de ocupação, porém eles foram retirados. O acesso para o interior do prédio foi impedido com um muro de concreto, mas moradores de rua usam o espaço embaixo da marquise para morar. Até uma espécie de barraca foi montada, onde há muito lixo acumulado.
Segundo Narciso Pissinati, que trabalhou no Banestado por cerca de 30 anos, o prédio pertence ao Fundep (Fundação Banestado de Seguridade Social), que reúne ex-funcionários da instituição e que foi "absorvido" pelo Itaú. "Aquele prédio foi construído pelos funcionários em meados dos anos 1980 e era alugado para o banco. Quando o Itaú comprou o Banestado, ele assumiu a cota de previdência para administrar, incluindo os prédios. Já fui atrás para saber se eles pretendem dar uma destinação, mas nunca tenho resposta", relata ele, que hoje é presidente do Sindicato Rural Patronal de Londrina.
Populares que passam em frente à estrutura e comerciários lamentam do aspecto de abandono. "Já temos um Calçadão que está perdendo sua atratividade para as pessoas. Com um espaço deste em pleno centro da cidade é mais um ponto negativo, infelizmente", elenca a vendedora Vera Batista. O imóvel tem três andares e ainda conta com uma área que era usada para estacionamento na rua Pio XII, que está fechada.
O Fundep comunicou, por meio de assessoria de imprensa, "que não houve invasão do edifício e que, apesar de realizar periodicamente a manutenção do local para impedir o acesso ao prédio e à marquise, reforçará essa ação".


