Prédio é interditado em Ponta Grossa
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terça-feira, 19 de setembro de 2000
Giovani Ferreira De Curitiba 
A chuva de ontem obrigou a Defesa Civil de Ponta Grossa a interditar parte de um prédio localizado na área central da cidade. Por volta das 12 horas a chuva inundou quatro apartamentos e a garagem do Edifício Matheus, na Avenida Bonifácio Vilela, ao lado da reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A água represou em uma área de fundo de vale, atingindo os imóveis que ficam abaixo do nível da rua.
Dos quatro apartamentos, três foram evacuados e os moradores encaminhados para um abrigo da prefeitura ou alojados em casas de parentes. Eduardo Vargas, morador do quatro apartamento, que não chegou a ser totalmente inundado, disse que foi recomendado pela Defesa Civil para que não dormisse no local a noite passada. A área do prédio que foi atingida ficou cheia de lama. Móveis e eletrodomésticos foram danificados.
Os outros 12 apartamentos do prédio, que possui quatro pavimentos acima do nível da rua, não sofreram nenhuma intervenção. De acordo com Carlos Lopatiuk, da Defesa Civil, os engenheiros que fizeram a vistoria constatram que os espaços abaixo do nível da rua fazem parte de uma segunda etapa da construção, não comprometendo os demais andares do prédio. Em reunião na tarde de ontem os membros da Defesa Civil decidiram decretar, a partir de hoje, situação de emergência em alguns pontos do município, principalmente na área rural.
De acordo com os moradores do local, um aterro feito atrás do prédio, que acabou com um córrego que cortava o terreno do imóvel, colaborou para o represamento da água e a consequente inundação dos apartamentos. O chamado Córrego da Universidade desapareceu em meio ao grande volume de terra e entulho que foram depositados na área ao longo dos últimos três anos. O córrego impedia que a água da chuva ficasse presa.
Construído em 1978, o projeto do Edifício Matheus sempre foi alvo de muita polêmica entre proprietários, setor imobiliário e entidades da construção civil. Vários laudos já apontaram falhas na execução do projeto e a fragilidade estrutral do prédio. Em 1998, uma companhia de seguros residenciais chegou a recusar uma proposta de apólice feita pelo síndico do condomínio.
O prédio abriga algumas famílias, mas os apartamentos são habitados principalmente por estudantes.


