Prédio do IEE passa por reforma
As obras de recuperação de um dos três prédios que compõem o Instituto Estadual de Educação, o maior e mais antigo colégio de Maringá, começaram ontem. O prédio está interditado desde o dia 5 de outubro, com problemas de infiltração na fundação. O término da reforma está previsto para março, um mês após o início das aulas, marcado para o dia 8 de fevereiro.
De acordo com o engenheiro Paulo Rogério Dotto, para recuperar o prédio será feito reforço da estrutura com estacas de reação e blocos com estacas tipo straus. O custo da obra será de R$ 50 mil. Conforme Dotto, a recuperação é viável porque somente 15% do prédio, que tem quase mil metros quadrados, está danificado pela infiltração.
Se o problema tivesse atingido o prédio todo, o melhor mesmo seria a demolição, mas pelo que foi constatado, apenas uma pequena parte apresenta o problema de infiltração na fundação do bloco, que é o problema que torna o prédio ameaçado, explicou. No total, 10 operários trabalham na obra.
A diretora do colégio, Norma Deffune Leandro, afirmou ontem que ainda não sabe o que irá fazer com as turmas de alunos que deveriam ocupar o prédio em reforma no início do ano letivo. Vou discutir com as outras diretoras, mas de uma coisa a gente já tem certeza: não vamos começar o ano letivo com todas as turmas se não estiver tudo em ordem. No final do ano passado, alunos e professores foram muito sacrificados com a redução das atividades por causa da interdição, disse.
Além da redução das atividades que eram oferecidas no bloco interditado, os professores improvisaram locais para que nem todas as aulas fossem suspensas. As aulas de educação física, por exemplo, foram feitas na praça da Catedral Nossa Senhora da Glória. Tivemos problemas por causa do trânsito.
Segundo ela, os problemas na estrutura do prédio começaram há três anos. Em outubro do ano passado, o prédio tombou e foi preciso interditá-lo. Além de uma biblioteca com 15 mil títulos, as salas do bloco interditado eram destinadas para laboratório de Biologia, central de informática, oficinas e aulas especiais.Marcos NegriniOperários trabalham na recuperação do prédio, que deverá estar concluída em 45 dias, depois do início das aulasLucinéia Parra





