O que era para ser o maior prédio público do Paraná, acabou não saindo da estrutura, apesar de ter consumido R$ 13 milhões em valores atuais. Com seus 11 pavimentos, mais o sub-solo, o Fórum de Curitiba pode demorar, e muito, para ficar pronto. Abandonado desde 1993, sete anos após o começo da construção, o prédio do Fórum por pouco não foi implodido. Somente a análise de uma empresa de São Paulo, feita no ano passado, afastou essa possibilidade, após verificar que a estrutura ainda não está abalada.
Embora a norma da prefeitura não traga de volta o perigo de demolição, o prédio tem no tempo o maior inimigo. São poucas as perspectivas que indiquem que a construção será retomada a curto prazo. O assessor da presidência 00do Tribunal de Justiça do Paraná, Luiz Antônio Parigot de Souza, disse que são necessários cerca de mais R$ 29 milhões para concluir a obra, que será feita em duas etapas.
O problema está nos R$ 4 milhões necessários para a primeira parte da nova fase da construção. Parigot disse que espera a liberação do dinheiro, que viria da Secretaria da Fazenda do Paraná. Os recursos viriam, segundo o assessor, como um complemento ao orçamento que o Tribunal recebe hoje. Eis o impasse.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, disse ontem que não pode repassar um único centavo fora do orçamento. Gionédis deixou claro que o Tribunal deve readequar seus gastos para pode investir na construção do prédio. ‘‘Repassamos 7% da arrecadação para o Tribunal. O que eles fazem com o dinheiro é problema deles’’, afirmou.
A falta de sintonia do posicionamento das duas autoridades demonstram o quanto é incerto o futuro do prédio da Justiça do Estado. Uma coisa dada como certa, porém, é que não existe a menor possibilidade da estrutura já construída ser implodida. ‘‘Essa hipótese está descartada em absoluto’’, disse Parigot de Souza. Isso porque, segundo ele, custaria muito caro tanto a implosão quanto a remoção dos destroços.

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