O prédio da Santa Casa Monsenhor Guilherme de Foz do Iguaçu, avaliado em R$ 7 milhões, foi levado a leilão pela Justiça do Trabalho ontem, juntamente com parte dos equipamentos do hospital. Mesmo os lotes sendo oferecidos pela metade do preço, não houve interessado.
Segundo a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz e Região (Sindisaúde), o motivo principal que mantém os possíveis compradores afastados é a intervenção da prefeitura mantida há três anos. Para o presidente Antonio Marcos de Oliveira, enquanto houver ‘‘questões políticas’’ envolvidas no caso, os 112 funcionários que entraram com ações dificilmente receberão o que lhes são de direito.
O procurador geral da Prefeitura de Foz, Antonio Vanderly Moreira, acompanhava o oferecimento dos lotes. ‘‘Nossa preocupação é com a ausência de equipamentos para atender futuros pacientes’’, comentou Moreira, destacando que a administração pública está tentando negociar com os envolvidos as ações trabalhistas. A advogada da Irmandade Santa Casa, Cássia Aparecida Miziara também confirma as negociações. ‘‘Vamos tentar evitar que os lotes sejam oferecidos em um novo leilão (marcado para dia 24 de maio)’’, disse.
A crise na Santa Casa de Foz vem piorando nos últimos seis meses. Em outubro do ano passado, os funcionários fizeram greve, protestando contra salários atrasados (que chegavam a R$ 320 mil) e a suspensão determinada pela Prefeitura de 40 dos 150 leitos destinados aos atendimentos pelo SUS. O hospital tem capacidade para 200 pacientes.

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