Prédio de hospital é alvo de vândalos
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quarta-feira, 03 de março de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Cambé Janelas quebradas, pó por toda a parte, bocais e fios arrancados. Nesse cenário, que já foi uma das unidades de saúde modelo da região, o Hospital Londrina, a Prefeitura de Cambé (13 km a oeste de Londrina) vai implantar uma unidade de saúde 24 horas. Uma pequena parte do hospital, pouco mais de mil m2, já foi reformada e deve receber equipamentos nas próximas semanas. O restante do prédio, contudo, está entregue a ação de vândalos e garimpadores de material reciclável.
Segundo os moradores vizinhos do hospital, desativado em 1997, um vigia coibia as invasões, mas com a interrupção do serviço, há cerca de dois meses, é frequente o entra e sai de pessoas no prédio. A reportagem da Folha flagrou três rapazes dentro do hospital, que fugiram rapidamente assim que perceberam a aproximação de pessoas.
Os moradores afirmam que adolescentes invadem o prédio para roubar fios, peças de alumínio e cobre para revenda. ''Também sabemos que à noite o pessoal entra aqui para usar drogas'', diz o empresário Jeferson Trosdorf, 20 anos.
Ele e outro vizinho reclamam que já acionaram a polícia e avisaram a Golden Cross, proprietária do prédio, mas nenhuma providência foi tomada. O empresário chegaram a recolher três mochilas com ferramentas, fios e peças de metal deixadas pelos invasores. ''Espero que quando o posto começar a funcionar acabe com essa bagunça mas não sei não'', pondera.
Segundo a secretária de Saúde de Cambé, Djamedes Maria Garrido, a prefeitura só é responsável pelo setor onde irá funcionar o posto e, por medida de segurança, contratou vigias diurnos para coibir a ação de vândalos. A ronda noturna, segundo ela, já foi implantada há meses. ''Tínhamos um alarme monitorado, mas como tivemos que trocar a rede elétrica ele ficou temporariamente desativado'', afirma.
A unidade de saúde 24 horas teve um investimento de quase R$ 400 mil entre reforma e equipamentos. Segundo a secretária, a unidade deve suprir uma carência na região, que agrega cerca de 40 mil moradores. ''Essa região é divisa com Londrina e a Santa Casa, que atende a população em tempo integral, é muito distante para essa população'', afirma.
Ela não soube informar qual o valor da locação do imóvel, mas afirmou que a parcela ''não era alta''. A Golden Cross informou, através de sua assessoria, que com a formalização do contrato de locação, a prefeitura se tornou responsável pela segurança de todo o prédio. A empresa diz, ainda, que aguarda novas propostas de locação para a área desativada visto que é especializada na operação de planos de saúde sem administrar hospitais.


