Um dos três prédios que compõem o Instituto Estadual de Educação de Maringá foi interditado e isolado ontem pelo Corpo de Bombeiros e pelo Departamento Estadual de Construção de Obras e Manutenção (Decom). O prédio tem 2 mil metros quadrados construídos em três pavimentos e era ocupado pela biblioteca com 15 mil títulos, pela central de informática, jornal da escola, laboratórios, salas de leitura e de vídeo e educação física.
Segundo o engenheiro Guaraci Antônio Ramos, do Decom, houve infiltração de água em fissuras localizadas em um dos pilares do prédio, o que pode provocar um desabamento. Segundo a diretora do colégio, Norma Deffune Leandro, os problemas com a estrutura do prédio começaram há três anos. ‘‘Já estamos ouvindo estalos, os vidros estão quebrando, as paredes estão rachando. Isto é o resultado da falta de assistência do estado, da falta de recursos’’, desabafou Norma, com lágrimas nos olhos, ao ver os bombeiros cercarem o prédio com fitas amarelas.
O Instituto de Educação é o maior colégio de Maringá, com 4.200 alunos de 1º e 2º graus, além de cursos de especialização. Ontem cedo, a pedido da diretora, peritos de uma construtora da cidade fizeram uma vistoria e funcionários da prefeitura abriram uma vala para desviar a água da chuva, que caiu desde a madrugada em Maringá. Professores e alunos, durante toda a manhã, retiraram do prédio livros, equipamentos de informática e do laboratório de biologia, além de uniformes, bolas, cadeiras e mesas.
Marcos NegriniRachaduras aumentaram de tamanho por causa da infiltração de águaO Instituto foi construído há 46 anos (é o mais antigo da cidade) e o prédio, localizado na parte posterior do colégio, foi inaugurado em 10 de maio de 1971 (há 27 anos). ‘‘Por diversas vezes fizemos reparos, mas o pior é que se o prédio cair, pode levar junto a cobertura nova do nosso ginásio de esportes, que ainda nem acabamos de construir’’, lamentou Norma.
O colégio fica na Rua Martim Afonso, centro da cidade. O prédio está visivelmente tombado para a Rua Martim Afonso, nos fundos do colégio.
O engenheiro Guaraci Ramos acha que nem tudo está perdido. ‘‘Um prédio pode conviver com fissuras por 20, 30 anos. Mas ocorreu que, neste caso, a água da chuva se infiltrou na fissura, agravando a situação. Vamos fazer um reforço na fundação e o prédio poderá ser usado novamente’’.
Por enquanto, a professora Norma ainda está estudando como fazer para dar continuidade às atividades que eram praticadas no prédio condenado.Marcos NegriniInsegurançaO prédio onde funcionava parte do Instituto Estadual de Educação de Maringá foi isolado pelos bombeiros; colégio é o maior e mais antigo da cidadeMarccio W. Varella

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