Prédio da UFPR terá as cores originais
Kraw PenasReformasPrédio central Universidade Federal do Paraná, em Curitiba: esta é a segunda vez que a construção passa por reformas desde o início do séculoConstruído no início do século, o prédio central da Universidade Federal do Paraná está recebendo sua segunda restauração externa. Inaugurado em 1917, o prédio da Praça Santos Andrade foi contruído segundo o estilo clássico encontrado nas construções gregas.
Depois da reforma em 1950, além de pintura externa, o prédio foi ampliado, a fachada modificada e o estilo passou a ser eclético - uma mistura de clássico e colonial. O amarelo óxido foi a cor original e também o da reforma.
A arquiteta e autora do projeto cromático, Cristiane Lopes, fez uma coleta de material das paredes em vários setores dos quatro lados da fachada, e o material, encaminhado a um laboratório de São Paulo. O prédio só foi pintado duas vezes e lavado uma vez há 10 anos. O que o curitibano está acostumado a ver é um prédio sem cor, argumenta.
O projeto atual se baseou em pesquisa em livros e fotografias do acervo para conciliar as características históricas e arquitetônicas do edifício e, ao mesmo tempo, inserindo a construção no contexto urbano atual da cidade.
O prédio vai ficar com as cores originais seguindo o estilo neo-clássico. Nos panos de fundo será pintado com areia, o pérola será usado em elementos das colunas, nas colunetas, frisos e um alguns vãos das janelas; a cor do concreto vai cobrir os capitéis e as bases das colunas, nas rosáceas, nos balaústres e nos cachorros das cimalhas; e o colorado será usado nas esquadrias de ferro e de madeira.
As cores utilizadas também foram criadas especialmente para o prédio, porque os tons necessários não foram encontrados entre as tintas existentes. A empresa que venceu a licitação para a recuperação do prédio histórico da UFPR na Praça Santos Andrade, a Porto Novo Empreendimentos e Construções, está atuando com 30 funcionários, que trabalham oito horas por dia, para poder entregar o monumento para a cidade o mais rápido possível.
AS obras de restauração estão sendo acompanhadas por uma comissão formada por especialistas da universidade, da Fundação da universidade, da Prefeitura Municipal e alguns outros profissionais da área.
Como curiosidade dos trabalhos de pesquisa, a arquiteta Cristiane conta que quando foram raspar a tinta das janelas, encontraram duas camadas de cinza. Mas a pesquisa em laboratório resultou na definição de que as janelas originais eram da própria madeira. Em alguma época resolveram pintar de cinza mas é impossível voltar à madeira original, porque muitas estão estragadas e foram emassadas várias vezes. O que ficou acertado é pintar as janelas no tom avermelhado o mais próximo do original, explica Cristiane.





