Precursor morreu de infecção
O precursor do cuidado com a lavagem das mãos para evitar infecções hospitalares foi o húngaro Ignaz Philipp Semelweis, formado pela Universidade de Viena, na Áustria. Em 1861, ele traçou um estudo epidemiológico, explicando por que a febre puerperal (logo após o parto) era grande causadora de morte entre mulheres. O médico deduziu que algum agente patogênico era transportado por mãos da equipe médica para as mulheres. Ele havia observado ainda que muitos médicos que também trabalhavam em setores de necropsia do hospital não lavavam as mãos antes de examinar suas pacientes.
Semelweis iniciou uma campanha exigindo que a equipe lavasse as mãos em solução clorada antes de atender pacientes. Em 1863, a enfermeira Florence Nigthingale introduziu e aperfeiçoou o treinamento das enfermeiras. Mesmo assim, a tese de Semelweis foi contestada e, em 1865, ele ficou louco e foi internado numa clínica psiquiátrica. Foi submetido a uma cirurgia simples e morreu vítima de infecção hospitalar.
No Brasil, os primeiros relatos de infecção hospitalar surgiram em 1956, na Revista Paulista de Medicina. A primeira Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) foi criada em 1963, no Hospital Ernesto Dornelles (RS). E, em 1983, o Ministério da Saúde determinou que todos os hospitais mantenham a CCIH.

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