Os preços dos hortifrutigranjeiros praticados nas feiras-livres, supermercados e varejões de Curitiba, apresentaram uma alta média de 2,3% na pesquisa realizada durante a semana passada pela Secretaria Municipal do Abastecimento.
Os ‘‘vilões’’ da alta foram a cebola (50%), que passou de R$ 1,00 para R$ 1,50, o quilo e, o pimentão (50,86%), que subiu de R$ 1,16 para R$ 1,75. ‘‘Se não fossem esses dois produtos, a média seria negativa’’, esclarece o chefe da divisão de controle estatístico da secretaria, Daril Cardoso da Luz.
A cebola que está sendo comercializada no mercado local vem de Santa Catarina, onde o produto já está com mais de 60% da área colhida e, da Argentina, que funciona como fator regulador de preço. A cebola é produzida o ano todo, mas em regiões diferentes a cada época. O Paraná recebe cebola ainda de São Paulo e Pernambuco para manter o mercado abastecido.
A alta registrada no mês de fevereiro - média de 12,7% -, se deveu aos aspectos sazonais e climáticos combinados. ‘‘A grande quantidade de chuvas e a produção insuficiente de cenoura e beterraba, por exemplo, ajudaram a elevar os preços. Este mês a tendência é para a reversão do quadro. O clima continua colaborando e o mercado começa a se acomodar e deve provocar índices negativos’’, afirma Daril da Luz.
Além da cebola e do pimentão, a cenoura também apresentou alta significativa, de 14,19%. As quedas de preço ficaram por conta do abacate, variando de R$ 0,89 para R$ 0,49; da alface, que registrou queda de 24%, e do chuchu, que teve índice negativo de 22,03%.
A Secretaria do Abastecimento realiza a pesquisa semanalmente em 19 estabelecimentos de Curitiba. Locais diferentes são escolhidos a cada semana, quando 24 produtos, escolhidos entre os mais consumidos, têm os preços acompanhados.

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